O que o futuro da TV pode aprender com o passado do celular?
YOUPIX
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Excelentes ideias, mr. Manson. Especialmente no vídeo. Mas eu não seria tão apocalíptico assim. No geral, grandes grupos de mídia têm um mal em comum: delay. Demoram demais para acreditar no diferente, especialmente naquilo que mexe no core do seu negócio. É aquela coisa: se apegam demais ao formato e menos ao conteúdo que entregam.

Como vc mesmo disse, a distribuição é que faz a roda girar, para o bom conteúdo acontecer. E aí, diante da sua dúvida sobre não saber como vai ficar o conteúdo, a resposta é simples: o delay existe, mas uma hora ele acaba e eles acordam. E quem é grande, investe “grande” em novos formatos.

O movimento dos talk shows americanos no YouTube, por exemplo, é um fenômeno: quantos youtubers gigantes conseguem a audiência do Jimmy Fallon descobrindo que Nicole Kidman já tinha paquerado com ele? Ou de uma batalha de lypsinc?

Por aqui, a Globo (FINALMENTE) se fez presente no YouTube e recentemente mudou bastante o jeito de se posicionar nas mídias sociais (vide o Twitter).

No fim das contas, a brincadeira às vezes é assim: a mídia tradicional começa não querendo investir em novas áreas, deixa todo mundo fazer e ganhar espaço; um dia a mídia tradicional acorda e resolve gastar alguns milhões nas novas mídias e consegue se posicionar bem se tiver bom conteúdo. A distribuição certamente não é a mesma e acredito no que vc diz que tudo pode mudar na hora que um percentual considerável da população largar o sinal direto da TV. Porém, vale lembrar: quem tem muito dinheiro também tem poder até pra influenciar diretamente onde a gente consome o conteúdo. O Brasil ainda é muito maior que a gente discutindo isso tudo. Vai saber.

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