Aline seu texto é ótimo mas receio que ele pegue nos galhos e não na raiz do problema — e olha que talvez nem eu sabia onde isso é.
O grande problema não é a rapidez mas a desvalorização de muitas carreiras diante das acadêmicas. A pressa de se escolher algo é para “não ser um qualquer” de “perder a grande chance do mercado de trabalho”, quando no fundo isso é uma ilusão.
Ao irmos para a Europa percebemos quão drástica é a mudança cultural, pois ser garçom ou babá são profissões comuns e dignas. Cursar uma faculdade é algo muito difícil mas é destinado aqueles com dom acadêmico.
No Brasil há faculdades em todas as partes, algumas públicas com renome possuem professores que sequer se esforçam no mínimo ao lecionar enquanto outras particulares chegam a negligência absoluta do ensino; Essa batalha por conhecimento acadêmico desmerece o conhecimento pragmático indo na contramão do avanço do mundo, afinal hoje no vale do silício vemos muitos serem contratados sem possuírem um diploma, também vemos isso no LinkedIn e tantas outras empresas modelo.
E como sempre o problema do Brasil recai na cultura. Claro que isso não resolve a selvageria do mercado de trabalho brasileiro que exige um diploma MAS a visão de um mercado de trabalho mundial aumenta muito nossa perspectiva.
