Eu já volto


E não voltou mais.

Talvez você tenha esquecido de completar a mensagem me dizendo se voltava naquela noite ainda, no outro dia, na outra semana, no mês seguinte, quem sabe até no próximo ano, ou se nem voltava.

Ai eu me pergunto:

"Até quando eu vou criar desculpas pra justificar a tua falta de interesse?"

Se você se importasse o mínimo que fosse, teria ao menos inventado uma desculpa. Nem disso você foi capaz. E mesmo depois de tantos calos, de tantas voltas, de tantos tombos, eu ainda não sei identificar quando é e quando não é.

Eu ainda to aqui esperando aquela mensagem por volta de 20:30 na quinta-feira me perguntando se eu quero sair pra jantar. To esperando ela chegar, pra ficar online no whats app e não abrir a tua conversa. Não porque eu não me importo, mas pra te mostrar que eu não sou mais um da tua lista. E sim, pra fazer exatamente como você faz quando tem mais o que fazer, quando tem com quem fazer.

Sabe o que eu quero? Eu quero que um dia você caia em sí e que esse jogo vire como maré em dias chuvosos e de bastante vento. Que eu já esteja em outra, em outra bem longe do teu pouco, do teu pouco caso, do teu mais ou menos, do teu meio termo, das tuas poucas e rasas palavras que eu não faço mais questão.

E me faz um favor? Me pergunta se eu estou te dando o troco por você demorar em me responder. Porque eu quero ter o prazer de não te responder. Silêncio, assim como o seu, que não diz nem que sim e nem porque não.

Eu não quero saber dos teus dias de trabalho pesado, das tuas várias reuniões, de viagens as pressas, nada disso me importa. Não é por raiva não, é por amor aos meus finais de semana, por amor aos meus dias cheios e divertidos que você não participa. É pelas horas gastas pensando em você e que eu não tenho pra quem mandar a conta. É por tudo que você não fez e não vai fazer.

E antes que o dia termine, obrigado por me mostrar mais uma vez quem você realmente não é.

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