Aprendi que devo me envergonhar do fracasso. Isso está certo?


O fracasso como algo ruim está muito ligado ao que aprendemos na escola. Esse ponto de vista é muito usado; Fracassar não é bom, você não se preparou, você não estudou o suficiente, você não é inteligente.

Esse modo de pensar está equivocado, porém está impregnado no comportamento da maior parte da sociedade.

Com isso, muitas pessoas criam um pensamento, também errado, de que para não fracassar o correto é rejeitar ou evitar inovar, seguindo ações repetidas e garantindo o objetivo de não falhar.

Mas isso tem uma explicação:

“O fracasso é doloroso e nossos sentimentos a respeito da dor tendem a impedir a compreensão do seu valor. Para separar a parte boa e má do fracasso, é preciso reconhecer a realidade da dor e os benefícios do crescimento resultante.”

(Criatividade S.A)

O erro não é ruim, na verdade ele nos fortalece, nos proporciona a experiência para tentar mais uma vez e outra, se for necessário. Errar é apenas uma consequência da escolha de inovar, de fazer o novo, de ser autêntico. Sem esse tipo de atitude não haveria originalidade.

Andrew Stanton da PIXAR Animation Studios, entende o ato de falhar como andar de bicicleta, onde não é possível aprender sem cometer erros. “Consiga a bicicleta mais baixa que puder, vista cotoveleiras e joelheiras para não ter medo de cair e vá em frente.”

Para aprender com o fracasso é preciso buscar meios que torne a dor em progresso contínuo, aprendendo com cada erro e crescendo como pessoa e profissional, deixando de lado paradigmas antigos, aprendendo e reaprendendo com novos pensamentos.

Estar ciente da possibilidade de enfrentar problemas é a fase mais importante para começar a aprender com eles. O medo ao enfrentar os problemas é inevitável, porém a meta principal é lidar com eles superando-os.

Não podemos deixar de esclarecer que existem áreas onde o essencial é o índice de fracasso zero, como na Aviação comercial, que possui um histórico de segurança onde se estudam todos os meios para eliminar os riscos de erros. Assim como hospitais e bancos.

No caso de empreendimentos que optam pela criatividade, a rejeição excessiva de riscos faz com que a inovação venha a estagnar. Esse tipo de empresa fracassa justamente por criar esse bloqueio aos riscos. Empresas e pessoas que desejam ser criativas, precisam iniciar coisas que possuem riscos de falhar.

Diante do fracasso não se desespere, não absorva sentimentos ruins, apenas busque tirar máximo aproveito do problema. Independente da situação, após as falhas, tire um tempo para reavaliar e observar os ensinamentos que esses erros tinham para você.


REFERÊNCIAS

CATMULL, ED. CRIATIVIDADE S.A: SUPERANDO AS FORÇAS INVISÍVEIS QUE FICAM NO CAMINHO DA VERDADEIRA INSPIRAÇÃO. RIO DE JANEIRO: ROCCO, 2014.