
Criado em 2010, com a intenção de lançar ou inspirar tendências, o Pinterest se tornou famoso pelas postagens de imagens e pinturas com referências de moda, artísticas, de hobbies, de jogos, de perfumes e de assuntos diversos.
A rede social se solidificou pela forte característica leve, colorida e inspiradora. Mas, como qualquer acesso livre a todo tipo de público e a diversos temas, ela não fica livre de temas cujos conteúdos não conversam tanto com suas delicadezas e as amenidades.
Infelizmente, tornaram-se frequentes postagens com teores negativos e depressivos, principalmente relacionados a automutilação ou a suicídios. Independentemente dos motivos que levaram a estes fatos, o Pinterest mostrou preocupação, justamente por imaginar que tais postagens pudessem estimular pessoas com tendências similares a praticar estas características negativas.
Por isso, a rede social teve uma reação rápida, benéfica e, a que tudo indica, bem-sucedida. Ela está usando inteligência artificial para omitir ou excluir postagens com conteúdo que promovam ou estimulem a autodepreciação, a automutilação, a baixa autoestima ou mesmo o suicídio.
Segundo o Pinterest, o algoritmo de inteligência artificial reduziu em 88% as denúncias de publicações de conteúdos negativos, depressivos ou de automutilação. Com técnicas de machine learning, o sistema analisa as imagens da base da rede social e torna-se cada vez mais preciso em detectar aquelas cujo conteúdo traga algum malefício ao usuário, seja em sua saúde física ou mental.
A rede social criou também a #pinterestweelbeing (pinterest “bem-estar”), uma sacada genial em que os usuários dos EUA, ao clicarem ou pesquisarem por esta hashtag, encontrarão sugestões de atividades que reforçam o bem-estar, o amor-próprio, o otimismo e a boa saúde mental ou física.

E não é só isso, mesmo pesquisas no Pinterest com teores negativos como “frases tristes”, por exemplo, conduzem o usuário aos mesmos resultados dos que pesquisam pela hashtag recém-desenvolvida pela rede social em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) entre outras entidades de mesmo conteúdo.
O app também conta com uma comunicação direta com a Linha de Prevenção Nacional ao Suicídio do qual pessoas podem receber atendimento em casos de depressão.
Eis um exemplo espetacular de como, em boas mãos, a internet traz excelentes benefícios não só à vida virtual das pessoas, acaba desenvolvendo uma cultura de apoio e de bons estímulos.
Se a própria OMS atestou que até 2020 a depressão será o mal mais incapacitante do planeta, também por influências das redes sociais, nada melhor do que a entidade se aliar a uma delas para combater com a tecnologia uma doença que parece convenientemente virtual ao nosso mundo real.
