O circo do empreendedorismo

DOJO
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Nov 4 · 2 min read
Image Credit: Cirque du Soleil

Não existem limites no mundo para exemplos ou comparações. As mesclas mais inusitadas, muitas vezes, podem ser surpreendentemente boas em determinados campos, além de assumirem uma característica modelo. Estamos falando de dois circuitos muito complementares, o empresarial e o artístico.

Você conhece a teoria dos oceanos azul e vermelho?

No oceano vermelho, vemos empresas de todos os setores. Nesse ambiente, acontecem excessivas disputas para dominar o mercado. Há limites comerciais estabelecidos e as regras de competição são conhecidas por todos. O que sugere uma disputa ferrenha, principalmente se os lucros não aparecem.

Já o oceano azul abrange empresas de setores inexistentes no mercado e, portanto, sem concorrência. E a perspectiva lucrativa é imensa, justamente por a competição não existir.

Agora vem o inusitado, como encaixar esses dois oceanos no mundo artístico? O exemplo mais claro do oceano azul é visto no famoso e badalado Cirque du Soleil, uma empresa da indústria circense canadense, criada em 1984, e que, com o seu alto nível de desempenho e produção, já levou espetáculos a mais de 40 milhões de pessoas em 90 cidades do mundo.

O resultado bem-sucedido da companhia está diretamente relacionado ao oceano azul. Mais do que isso, ela atraiu um público totalmente novo, disposto a pagar o alto e justo valor que merece, muitas vezes bem superior à arte similar e secular de outros circos.

O Cirque du Soleil literalmente reinventou a arte circense usando uma estratégia única em sua tenda, com os seus artistas e suas apresentações extraordinárias. Ele criou o seu próprio oceano azul.

E aqui, a companhia canadense não só inovou, como deixa uma lição e uma saída às empresas, que, ao invés de inovarem para brigar com concorrentes em meio a um oceano vermelho, elas devem inovar, criando o seu oceano azul gerando valor para toda a sua cadeia.

Tal inovação se torna essencial na atualidade, em que há novas tecnologias no dinamismo das comunicações. A sobrevivência das empresas está relacionada à capacidade de criação de novos ambientes e da sua adaptação neles, o que faz do oceano azul um tema fundamental para o sucesso das organizações.

Se nos valermos da máxima, de que a arte imita vida, então seria justo aplicar uma inversão sensata e óbvia, a de que a vida, neste caso, deveria imitar a arte. Teríamos certamente muitos mais aplausos, público, e tudo isso sem contorcionismo algum.

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The Agency for a Hyper-Connected Era

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