
Que as mudanças são um fato é um clichê. Que a internet as acompanhe, também. E isso não seria diferente no maior buscador da rede. No dia 25 de outubro, o Google anunciou uma mudança em seu algoritmo.
Desde então, as buscas em seu site entenderão melhor o contexto dos termos inseridos e trarão resultados muito mais pertinentes.
Para que tal mudança fosse bem-sucedida, o Google adotou uma técnica de rede neural que analisa tudo o que pode vir, antes e depois, com a palavra-chave digitada, entendendo melhor o objetivo da pesquisa. A BERT (Bidirectional Encoder Representations from Transformers) trará um resultado ainda maior nas pesquisas, principalmente em buscas que se aproximam de perguntas.
O Google atesta também que a procura poderá ser feita com uma linguagem mais natural, pois o algoritmo será capaz de entender o contexto das palavras. Para que fique mais claro, um exemplo a respeito do assunto foi ilustrado pela empresa, que exibiu a busca “estacionar numa ladeira sem meio-fio”.

Antes da BERT, o algoritmo teria ignorado ou dado pouca importância à preposição “sem”, e possivelmente o resultado da busca traria informações totalmente diferentes, perceba que a preposição é essencial para a informação buscada.
Outro exemplo da eficiência do novo algoritmo, a busca “retirar medicamentos vendidos sob prescrição médica para alguém”. Antes da BERT, o resultado ignoraria a palavra “alguém”, e provavelmente a busca traria resultados gerais sobre receitas médicas.
O Google já considera este o maior avanço da tecnologia de buscas nos últimos 5 anos e o maior avanço na história da empresa.
Também afirmou que, com a BERT, o modo de interpretar as buscas representará um salto gigantesco na precisão às bilhões de pesquisas diariamente no buscador.
A BERT começou a ser usada inicialmente para buscas em inglês, mas futuramente será aplicada em outros idiomas. De acordo com o Google, nas buscas em português, ela já está sendo usada para melhorar os snnipets, ou seja, aquilo que vem destacado acima do primeiro resultado de buscas orgânicas.
Deparar-se com essa novidade só reforça a ideia que se tem sobre a precisão que um buscador pode alcançar. E o mais importante é imaginar que este avanço provável e rapidamente pode vir a se tornar apenas uma vaga lembrança do que a internet já deixou para trás.
