Casamento, religião, e política.

Uma reflexão sobre religião e política é de uma profunda relevância.

Primeiramente é importante que entendamos que não se trata da religião, não se trata do seu seguimento, sempre vai se tratar do que você defende, não é a sua crença, é o seu modo de ver o mundo.

Sendo assim, como todos sabemos, a religião, assim como a família, são instituições socias para cada ser humano, atribuindo a cada um de nós, valores.

Ninguém teme a religião de ninguém, ninguém teme a denominação de ninguém, as pessoas temem os valores, a tradição. É disso que se trata, ninguém quer saber se um político é católico ou evangélico, querem saber se ele é de direita ou de esquerda.

E agora sem rodeios, o conservadorismo não nasce na religião, poderia até ser assim há muito tempo, mas hoje não mais. Um ateu pode ser conservador tranquilamente, e ainda defender a família tradicional.

Em nenhum momento se trata de religião, trata-se de conservadorismo, doutrina política que já teve uma ligação muito forte com a religião, mas na pós-modernidade nem tanto assim.

"Mas o Estado é laico", meu nobre, o Estado não tem paixão religiosa, nem paixão ateísta, nem paixão libertina, o Estado é absolutamente neutro, e não tende para nenhum lado.

A grande interrogação dessa discussão vai ser o fato do conservadorismo vir antes da religião. Voltando a Grécia antiga, vemos que o casamento era entre um homem e uma mulher, mesmo sendo uma sociedade altamente libertina sexualmente. Vocês não acham isso curioso? Casamento heterossexual séculos antes de se ouvir falar em cristianismo. Será mesmo que casamento heterossexual foi uma invenção do cristianismo? Será que só cristão defende esse modelo conjugal?