A caminho de si

Sentado, observo o Tempo.
Fito-o a me espreitar, 
Enrijecer-me os nervos, 
Embrulhar-me o estômago.
Suscitar o imberbe temeroso,
Um prenúncio dos medos.

Invadido, sinto o Tempo.
Percebo-o a me inundar, 
Provocar-me calafrios,
Atingir meu âmago, 
Despertar o inapto receoso. 
Um vaticínio dos demos.

Desperto, absorvo o Tempo.
Contemplo-o a me tornar,
consciente da minha natureza crua,
Elucidar a minha essência nua,
Apontar o caminho dos loucos lúcidos. 
Um anúncio aos iniciados.

Extasiado, aprecio o Tempo.
Assisto-o a me revelar,
Despir-me os esquivos, 
Descortinar meu mago.
Um indicio dos sentidos,
Recém adquiridos.

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