DOMINGO
Há algo vivo em meu intimo
Algo que adormece por um tempo
E acorda em todo fim de tarde
É algo que vive no ar
No horizonte conhecido
Esta na voz de cada lembrança viva em minha mente
Saboreio a melancolia diária
A solitude noturna
O aconchego do esquecimento silencioso
E devagar
Mas sem parar
Eu desapareço das memórias de todos a minha volta
Sem se atrasar
Ela sempre chega
E me faz companhia desde que me tornei gente
Todo fim de domingo
Eu tenho um pouco
Da minha felicidade roubada
