RESIGNO CONSTERNADO DIÁRIO

Acorda, mas não levanta

O dia já esta alto

La fora se ouve o som do trabalho


Senta a beira da cama

Desorientado. Observa o claro que passa pelas

Cortinas da janela


Fica em pé. As costas doem

Anda com dificuldade, de cabeça baixa

O claro do dia machuca seus olhos


Olha as horas. Quer ter certeza

De quanto do dia já perdera

Percebe que a manhã já passou


Suspira

Não aliviado

Mas frustrado


Volta. Vai até o banheiro

A água gelada lava o rosto

Seus olhos são pesados


Senta a mesa, sozinho

O leite esta gelado

O café amargo


Consternado, se pergunta.

Onde tudo começou a dar errado?


Levanta, limpa a mesa. Vai até o computador.

Acessa todas as redes sociais

Tem uma conta em todas existentes


Centenas de seguidores

Dezenas de curtidas

Mas, no mundo real, ele esta sozinho.


Lê o que as outras pessoas falam.

Meras caçadoras de ar.

Tentando inflar seus balões de egos.


Coloca alguma musica para tocar

Melancólica, de preferência.

Checa o email

Ninguém enviara nada


A tarde vai devagar

Em alguns momentos sente que ela chega a parar

Quase ao fim do expediente solar, ele sai da toca.


Agora a luz esta mais fraca

Ele não gosta de luz. Prefere o escuro

É mais confortável


Vai a campo

É a única coisa que restara da infância

Gosta de ver o sol cair e o azul frio e denso do céu aparecer


A noite vem como um jovem ansioso

Atropelando tudo


Nesse momento, em que só se enxergam vultos ao seu redor.

Ele é preenchido pela nostalgia.

A melancolia também se faz presente, e, resignado, se deixa invadir.


Quase flutua na tristeza

E ele percebe que

Esta vivendo o mesmo dia todos os dias

Tudo parece estar previamente programado

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