"As estrelas brilham em chamas ardentes,
Observando a si na água noturma gelada 
O lago quase congelado refletindo infinitos cristais, 
Noite de ventos leves cruzando as ervas sua borda, 
A bacia de luz escondida nas colinas, 
Eu sonho e corro por a noite sem fim
Por caminhos feitos de vagalumes,
Com cojuras brancas cruzando a noite.
O santuário da noite, o lago das constelações, 
Onde o silêncio é apenas arranhado pelas plantas mexendo, 
A água silenciosa mostra a alma do mundo ao céu, 
Misturando céu e terra, 
O brilho dos vagalumes ao meio das estrelas, 
A coruja branca voando entre as nebulosas, 
O lago reflete a luz acima e aos lados,
Cada estrela luz um baú com impossíveis sonhos,
Onde quem as observa perde os sentidos e pensamentos, 
A água no fim do mundo, escondida de muitos,
Onde poucos nunca sairam e se perderam nas estrelas,
Caidos foram encontrados 
E suas mentes guardadas na fria água, congeladas, 
Azul escuro de dia, sem fim ele vai a fundo,
A bela dama da sonhos caminha a sua volta,
Ela vem ao encontro da dama morte,
Onde as duas dançam na noite ao som que vem pelo vento, 
A dama de negro, que observa cada brilho guardado,
A dama de azul que trás conforto ao sonhos perdidos.
A santuário do encontro das damas no fim do mundo, 
O baú dos sonhos e outros nomes perdidos sem fim..
Caminhando cheguei...voando voltei...
Sobrevoei suas terras com penas brancas,
Vi a dança mágica e retornei do infinito.
Agora caminho ao lado da colina de onde nunca sai mais..."