O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Ícaro de Carvalho
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Eu já trabalhei em agências em que sair na hora parecia o oitavo pecado capital. Todo mundo te olhava de cara feia. Eu fazia meu serviço, oferecia ajuda (que quase nunca era aceita) e ia embora. Esse modelo de trabalho fru-fru não me engana. Eu olhava ao meu redor e só via pessoas com menos 30 anos. Isso já dizia muito para mim, pois chega uma hora que você precisa construir uma família (como você citou), buscar estabilidade - não por comodismo - e enfrentar as responsabilidades da vida, mas eu sentia que quase ninguém tinha esses mesmo espírito. Ainda estavam hipnotizados pela “liberdade” de trabalhar de chinelo, de bermuda, fantasiado e jogar pebolim antes da reunião. Parece que quando se chega no estágio que cheguei, só resta sair da área ou procurar uma empresa séria. Vejo pessoas se sentem orgulhosas em fazer check-in no FB ou Foursquare para falar que está trabalhando até 22, 23h. Eu, hein! Não digo que nunca voltaria para uma agência, mas com certeza não será para vê-la com os mesmos olhos.