O retornado

Existe forma certa de partir? À semelhança dos gênios, loucos, poetas e astros do rock a juventude parece ser uma época propensa.

Morrer jovem é não se deixar contaminar pela caduquice. É prevenir doenças na felicidade corrente, no vigor e galope da pele e do sorriso. É não confiar na sabedoria, que de tardia e atrasada possa nos tornar seres preparados para o desfecho. Não que tenhamos que dar cabo da vida. Essa atitude parece ser bem exacerbada. Mas que de alguma forma, os meandros do acaso e do rotineiro possam nos encaminhar às portas do Eterno. Um leve tapa das costas de despedida. A vontade passageira prova apenas uma coisa: que ainda não é a hora. A graça está em ir na janela. Aprender os caminhos, conversar com as paisagens e deles levar o melhor da lembrança