Defesa x Velocidade

Foto: João Brito/ ESFC

Por Marcos Barcelos

Hoje, o Estádio Kleber Andrade recebe mais um duelo das semifinais do Capixabão 2017. Às 16h, Espírito Santo e Doze se encontram em busca da vantagem para o jogo da volta. As duas equipes, que já rivalizaram na Série B do Capixabão em 2015, voltam a se encarar diante de um clima decisivo.

Ao contrário do que diz a história do confronto, o Espírito Santo se vê em desvantagem, por ter terminado atrás do Doze na tabela da primeira fase. Mesmo assim, o Santão acredita que pode chegar a sua quinta final seguida em três anos. O que fortalece esse pensamento é o fato do time ter a terceira melhor defesa do Capixabão 2017, com apenas oito gols sofridos.

Se o ataque ainda não impressiona muito, a defesa, por sua vez, é uma característica constante nas campanhas do Santão. Ano passado, foi o time que teve a média mais baixa de gols sofridos por partida, como publicamos no texto “As 9 melhores médias de gols sofridos no ES em 2016”. Foram 28 gols em 44 jogos, ou seja, cerca de 0,65 gols/partida.

Apesar do time vencer seus jogos, na maioria das vezes, por 1 a 0, não se engane: o Santão é bem perigoso. O fato é que foi o time a chegar mais próximo de quebrar a invencibilidade do Atlético de Itapemirim e foi o responsável por bater o Rio Branco, que caiu para a Série B com a derrota.

Por outro lado, o Doze não tem tido o mesmo sucesso em seu sistema defensivo, pois sofreu 11 gols em nove partidas. Mas a sua arma é outra: a velocidade. É um time que costuma ser letal quando os adversários deixam brechas no miolo de zaga, por contar com atletas como o vice-artilheiro Nilo, Chiquinho e Cássio, por exemplo, que são bem rápidos nos contra-ataques. Além disso, a pontaria dos três jogadores é bem afiada. Juntos, fizeram 11 gols no Capixabão 2017.

O Espírito Santo, precisando tirar a vantagem de dois resultados iguais do adversário, vai ter que mostrar mais poder de fogo, onde há maior dificuldade desde o ano passado. Já o Doze, sabendo da necessidade do Santão, irá ao Kleber Andrade montar essa armadilha e explorar a velocidade de seus jogadores para tentar chegar a sua primeira final de Capixabão.