Cidades Andáveis

como cidades ao redor do mundo estão expulsando carros para se voltar mais para seus cidadãos e pedestres


Outro dia me deparei com o conceito de "walkable cities", o qual já é uma realidade em cidades como Holanda, Paris e Nova Iorque, e que esta chegando aos poucos no Brasil. Especialmente no centro da Cidade do Rio de Janeiro que já derrubou sua Perimitral, fechou ruas para uso exclusivo de pedestres (como nas mediações da praça XV) e esta adotando VLTs.

Não é preciso ser um exímio observador para perceber que as cidades estão sufocadas pelos automóveis que são hoje a nossa principal fonte de poluição e um dos maiores causadores de estresse. A influência da indústria automobilística foi muito maior do que imaginávamos neste último século mas a boa notícia é que o ponto de virada parece ter chegado.

Nos EUA, por exemplo, berço da cultura do carro, há uma nova geração que está se afastando do carro: em 1970, apenas 8% das pessoas com mais de 19 anos optaram por não tirar carta. Hoje são 23%!

Tornar uma cidade mais andável vai muito além de restringir a circulação de carros. Ela inclui criar e melhorar calçadas, segurança, iluminação, ciclovias e ambiente prazeiroso (muros, plantas, etc.), locais de convivência (praças e parklets), entre outros.

O conceito de cidades andáveis é, na verdade, parte de algo muito maior: o novo urbanismo. Nele, uma série de sub-iniciativas complementam o todo, como "andabilidade", acessibilidade, compartilhamento de espaços, sustentabilidade e restauração.

Espero ver logo essas transformações se espalhando pelas cidades do Brasil, mas, enquanto isso não acontece, consuma um pouco mais sobre esse assunto nos links abaixo. Quanto mais soubermos e nos aprofundarmos neste assunto, mais seremos capazes de cobrar nossos prefeitos e fazer nós mesmos certas melhorias.

Iniciativas legais em andamento por aqui:

Conteúdos maneiros para se aprofundar:

*Obs: Muitos dos links que coloco no texto são em português (wikipedia, artigos e etc.), mas costumam ser muito rasos. Por isso, aqui no final costumo sempre colocar links de conteúdo em inglês que são muito mais aprofundados.