subir pra baixo.

nunca fui uma exímia intérprete dos sinais do universo. talvez a existência desse cosmos afetivo que eu tanto falho em perceber seja só manufatura de um coração carente de explicações para o fracasso. não sei se você sabe, mas não sou insistente. eu só tenho preguiça de procurar novos erros.

falando no senhor, esbarrar contigo foi como um tropeção no meio do caminho. daqueles que nos pegam distraídos e que dariam uma videocassetada. daqueles que esperamos que ninguém tenha visto e feito o que faríamos: rir o escárnio do azar alheio. e logo eu, que tanto debochei dos descuidados, acabei estirada no chão.

gostamos da mesma banda, mas sua música favorita é a única que eu não suporto. você me excita, mas só o suficiente para saciar seu próprio orgasmo. os convites só partem de você, e nas datas mais impossíveis. nós não tentamos. só acontecemos. cada um massageia o ego do outro e os roxos da pressão na pele hão de aparecer. e vão doer.

15.08.2018

nine in the afternoon – panic! at the disco