Em nenhum momento eu digo que alguém não tem direito de ter atração pelo que bem entender. Eu, aliás, AFIRMO QUE TODOS NÓS DEVEMOS FICAR COM QUEM QUISERMOS.
Se alguém te chamou de preconceituoso por não ficar com mulher x, y, z acho que não cabe a mim ir lá e te defender, né? No mais, como falei, gostos são construção social mixados com tendências biológicas, e a ciência prova isso de maneira bastante tranquila até. Coloquei até um vídeo para ilustrar e resumir (embora o vídeo em questão seja enorme).

Isso não significa que você e os seus amigos não tenham direito a ter seus gostos, nem nada do tipo, mas isso não surgiu do nada, vocês não gostaram desde que se conhecem por gente do mesmíssimo tipo de mulher, e se gostaram muito provavelmente isso esteve associado a experiências que viveram (e não digo só amorosas, mas por exemplo, muitos caras seguem encantados pela primeira atriz que viram no cinema, ou até por mulheres que tem o exato biotipo da mãe). Isso não significa que seus gostos sejam natos. Apenas que eles surgiram em momentos que vocês sequer se deram conta de que estava acontecendo, até porque para isso é necessário refletir.

E sim, obviamente pessoas de países diferentes vão ter gostos diferentes! Recentemente ouvi falar de um documentário chamado “Fed to Wed”, que fala sobre a Mauritânia e o costume de se engordar as mulheres de lá desde cedo, porque lá o padrão estético imposto é o de mulheres gordas. O que eu falo no texto é exatamente sobre isso: sobre não termos que nos encaixar e sobre merecermos respeito e merecermos ser vistas como seres humanos normais e complexos, não como “a gorda”, pura e simplesmente! Um abraço!

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    Andressa Faria de Almeida

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    Eu sou tudo aquilo que se lê