Sobre: house of cards, scandal e Eduardo Bolsonaro
Mister assertar que meu impulso inicial era de escrever sobre séries. Mais precisamente sobre uma que estou terminando de assistir: scandal, e compará-la com outra de afinidade de atuação: house of cards.
Todavia, como vivemos em ebulição politica, a última polêmica da pauta midiática avocou para si minha total atenção e, por conseguinte, minha singela atividade de pseudo-pensador dirmiu-se ao causo: menção de Eduardo Bolsonaro ao AI-5.
Vi a entrevista antes do ressoar da polêmica. No momento em que o entrevistado terminou sua construção frasal exemplificativa, dirigi a palavra a meu pai e asseverei: "Isso vai dar treta, como ele pôde falar isso". Foi instântaneo!
No que pese saber que a fala do deputado rege-se muito mais a uma possibilidade hipotética de exceção, cuja nossa própria constituição abraça (artigos 136 e 137). Exemplificar tal contexto com institutos históricos que no emocional social são execrados é de uma infantilidade política inimaginável. É torrar capital político sem nenhuma pretensão digna!
A crítica que fica para o além-campo do certo ou errado. De ser aventado pela livre manifestação de opinião/pensamento e imunidade parlamentar ou não. É a acima subscrita: a da imaturidade, da dicotomização desenfreada! A de dar munição e munição pesada para o combatente que se mostra cada dia mais fortalecido!
Entretanto, o que tudo isso tem a ver com as séries referenciadas ? Bom, nelas se observa como se constitui o poder na democracia da pós-verdade. Como a política se dá de forma emocional e a criação de narrativas por parte do Quarto poder (imprensa) influem diretamente nas "escolhas" do povo. Vê-se claramente a tática de engenharia psicológica/social e de como tudo, mas praticamente tudo, hoje, se trata de percepção e não razão. Quem sabe com essa absorção de conhecimento as assistências magistrais a la de arrascaeta dos bolsonaros possam ser diminuídas e embates de fumaça como esse possam ser extintos.
Em outras palavras: para de dar pano pra manga! Tá na hora de crescer !! Afinal, como disse o Presidente: "salvo engano ele já tem 35 anos, tá ok!!"
Atenciosamente,
Dérek Andrey de França Nascimento
