Não há como fingir

Tenho que fingir. Tenho que me abstrair daquilo que me trazes de dia e daquilo que me levas de noite. É pelo o meu bem. É pela minha sanidade. Não consigo encarar mais um único olhar, que por mais inofensivo que seja, faz-me acreditar que talvez olhes para mim da mesma maneira que olho para ti.

Sei que são merdas da minha cabeça, mas eu não tenho estômago para isto.

Eu juro-te que não queria. Juro-te que não precisava. Um gangster sedutor, calado, timído, com um sorriso sacana e hétero não está definitivamente na lista de coisas que preciso em prol da minha tranquilidade.

Eu não te amo. Eu não imagino o teu beijo. Eu não imagino ter-te dentro de mim. Não imagino todas as ganzas que temos por fumar. Não imagino todas as vezes que me vais acordar com um amo-te.

Quem é que eu quero enganar? Não há como fingir.

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