Retirada de: http://weheartit.com/entry/160605115/in-set/82732975-random-fluff?context_user=dropsofmyheart

Porque eu escrevo

Começou com um “Querido Diário”, enquanto eu relatava cada pequeno e grande acontecimento, dia após dia. Alegrias e frustrações, raivas e tristezas, tudo. Absolutamente tudo ia para aquele caderninho perfumado e com cadeado que eu ganhei no meu aniversário por três anos consecutivos.

Então vieram as poesias. Palavras que se misturavam e rimavam, a maioria seguindo um modelo pré-determinado, e temas que a professora passava. Depois, por algum tempo, eu esqueci disso, e a escrita virou um pedaço distante da infância.

Até que eu li uma determinada série de livros que me deixou fissurada. E minha mente não parava de conjurar cenários novos, diferentes, com aqueles mesmos personagens, de novo e de novo. Eu precisava tirar as ideias da cabeça de alguma forma, então… comecei a escrevê-las. Uma por uma.

E uma por uma, as ideias foram saindo, dando espaço a novas ideias, até que escrever se tornou parte do meu dia a dia de novo. Dessa vez, de forma diferente, mais intensa, mais séria. Mas não menos divertida.

Mas não são mais só histórias. São pensamentos. Desabafos. Pedaços da alma que se expandem dentro de mim e precisam ser compartilhados, ou eu corro o risco de explodir (por vários motivos). Se tornou essencial.

Mesmo que às vezes os dias passem, e eu não escreva uma linha. Mesmo que o “bloqueio criativo” ataque. A vontade sempre volta. É uma parte de mim, uma que eu não posso (e não quero) ignorar.

Hoje, posso dizer que escrevo porque é divertido; ver pensamentos se tornarem palavras, e palavras se tornarem histórias completas. Também digo que escrevo porque gosto. Gosto da sensação dos dedos no teclado, criando. Gosto da viagem pela minha própria mente enquanto crio e recrio.

Escrevo porque preciso.

Escrevo porque me faz bem.

E, principalmente, escrevo porque me faz feliz.