Toda jornada tem um começo

Um editorial sobre o tudo e o nada

algum tempo tenho pensado sobre escrever ou não quanto a esses temas que tem feito parte da minha vida, seja há pouco mais de um ano ou mais de vinte anos. A decisão foi feita e a partir de agora pode ser que eu não mais pare, sou viciado em escrever, tenho como objetivo de vida escrever, amo escrever, era uma decisão óbvia no final das contas.

Livros, filmes, animes, mangás, isso já são áreas que eu já me expressei e publiquei sobre aqui e ali, idols nunca. Não até agora. É algo que entrou na minha vida recentemente se parar para pensar (o que é pouco mais de um ano para quem vai completar vinte e seis anos de idade?), mas que sempre fez parte de mim e apenas descobri recentemente.

Passei perto de conhecer o AKB48 em 2010, tinha uma pessoa que estava presente na minha vida naquele momento que era uma grande fã do grupo, tinha a grande Mayuyu como oshi, mas não era o momento certo e o grupo certo. Tudo tinha que acontecer ao acaso, como muitas das grandes descobertas, uma noite qualquer eu me deparo com uma foto aleatória daquela que hoje é um símbolo de toda uma mudança positiva que minha vida sofreu e sofre. Nishino Nanase, ou Nanase Nishino, a Naachan, a deusa suprema caminhando sobre a Terra e nos abençoando com sua presença.

Tudo começou assim, com uma imagem e um nome, que levaram a outras imagens, vídeos, outros nomes, outras pessoas, um grupo, outros grupos, músicas, programas de televisão, assistir streams das candidatas a 3ª geração do Nogizaka46… Minha vida mudou, mas não porque meus problemas deixaram de existir ou foram resolvidos, alguns deles eu vou ter que conviver até o final, mas a forma de encarar tudo ficou mais clara e mais simples. O momento certo, a pessoa certa e o grupo certo.

Foi estranho e ainda é estranho a me acostumar com a música em si, cresci e amadureci ouvindo heavy metal, rock, música orquestral clássica e ópera, mas a simplicidade da melodia torneada com belas variações dentro da música fizeram com que Kidzuitara Kataomoi me conquistasse e até hoje é minha música pop preferida, ao menos das criadas em terras nipônicas.

Hoje eu tenho diversas paixões no mundo idol, assim como tenho diversas em todas as áreas de interesse cultural, não é porque eu sou muito fã de Dream Theater que eu não posso apreciar Motörhead, ou não é por ser fã incondicional dos livros do Tolkien que eu não posso gostar de Harry Potter. Óbvio isso, mas não para todos, felizmente os fãs de idol são um pouco mais evoluídos nesses assuntos de maneira geral, aliás essa é uma das melhores coisas relacionadas aos wotas.

Já podem ter visto que eu luto contra a ansiedade e sintomas de depressão, não escondo isso, mas também não saio falando a torto e a direita, e esse mundo positivista das idols me ajuda em momentos difíceis. Não é a cura, mas me fez buscar algo melhor para mim mesmo, me fez desistir de desistir de mim. As coisas não estão completamente boas, mas eu tenho uma fonte muito forte de esperança e inspiração, e pouco a pouco as coisas vão se resolvendo.

Uma foto e um nome, isso mudou minha vida completamente, me trouxe novos amores e paixões que renovaram minha vida. Idols não foram, não são e não serão a cura, meus problemas continuarão, mas dentro de mim existem forças renovadas para lutar.

E assim a jornada começa…

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