Por que gostamos tanto de ler Marcos Rey?


Alguém postou no Facebook uma lista com curiosidades sobre a série Vaga-Lume, aquela que geral conhece, da editora Ática e tals. Quem nunca leu pelo menos um daqueles livrinhos deliciosos? Não era muito amor envolvido? Era.

Aí lembrei que comecei a minha vidinha de leitor com um livro da série, o Sozinha no mundo, de Marcos Rey. E o livro foi roubado (Sim, eu roubei! Conto tudo depois).

Mas vamos falar do Marcos. Eu sempre quero que as pessoas o conheçam. Meus filhos serão fãs. Vou impor isso a eles. Vou. Papai-crazy-ditador-literário.

Aí lembrei de um textinho que escrevi sobre Rey em 2010, quando reli Memórias de um gigolô, clássico do Marcão. Abaixo, chupinhei feat adaptei o que escrevi na época.

Em 1986, o autor, em parceria com Walter George Durst, adaptou a obra para a TV. Bruna Lombardi, Lauro Corona e Ney Latorraca deram vida ao trio de marginais Lu, Mariano e Esmeraldo, respectivamente, em série homônima da TV Globo.

Mas a pegada do Marcão eram os libros, colegas. No artigo mequetrefe que escrevi há 6 anos, destaquei um trecho de A convite das palavras: motivações para ler, escrever e criar, de Jorge Miguel Marinho, que conviveu com Marcos Rey. Em um dos capítulos, Jorgito questiona e explica nosso amorzão por Marcão: por que gostamos tanto de ler Marcos Rey? Depois de elencar vários motivos, o autor conclui que “gostamos de ler Marcos Rey – talvez ou é bem provável – porque, no momento em que ele elege uma população de indivíduos à margem como protagonistas de uma história ou da História, escavando o extraordinário das situações mais banais, o leitor se encontra com um escritor que não separa ficção da realidade e este mesmo leitor se torna cúmplice, por um tempo sem limite, dessa literatura tão humanamente real”.

E é por isso que posso dizer que viramos amigos. Porque a literatura possibilita essa reciprocidade de afeto – gente, eu cheguei a trocar cartas com o Marcão na minha adolescência! Cartas! (Sou velho? Não. Sou old school. É diferente)

Marcos, o “rei da margem”, morreu em 1999, mas deixou um coletivo de personagens e enredos que a cada leitura se tornam ainda mais fodas. Cousa phina, hein? Para ler e reler.

Clique aqui e conheça 17 curiosidades sobre a série Vaga-Lume. Nosso Rey – claro! – aparece nos tópicos.

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