Mercado Municipal de Joinville: desde boas conversas até a insegurança.

DThinking Univille
Aug 25, 2017 · 4 min read

Sábado, dia de sol, música, família, amigos reunidos e tudo para ter um final de semana tranquilo no Mercado Municipal de Joinville. Pelo menos é o que as características descrevem. Entretanto há um fator que pode fazer com todo esse cenário mude drasticamente na experiência das pessoas, a falta de segurança no local.

O intuito do texto é reunir dados e informações coletadas por meio de observação, entrevista e sínteses para a matéria de Pesquisa em Design da especialização em Design Thinking e Novos Negócios da Univille.

Momento de imersão

Logo após o meio dia, fui sozinha ao mercado municipal, afinal todos os meus colegas da classe já haviam realizado suas pesquisas e eu tinha recém-chegado de viagem. Fiz questão de almoçar no espaço e inverter a ótica da observação, sendo eu, a própria frequentadora do ambiente. De imediato fui ao Stammhaus fazer a refeição e sentei no lado de fora do estabelecimento, perto da banda que por sinal tocava rock. Entre as pessoas que estavam presentes, haviam famílias, crianças e grupos de amigos. Poderia estabelecer idades entre 8 a 60 anos.

O problema de estar sozinha é a vulnerabilidade de uma abordagem constrangedora por parte de indivíduos do sexo oposto. Foram olhares e intenções que fizeram do celular o meu melhor amigo naquele momento. Sendo assim, eu seguia observando o comportamento das pessoas até que avistei uma mesa somente com mulheres e achei interessante o movimento que estava ocorrendo por lá. Um morador de rua se aproximou das mulheres pedindo dinheiro e logo foi impelido por um garçom que transitava com garrafas de cerveja.

Público frequentador e a interação social no local.

Ao mesmo tempo em que a música tocava, os garçons transitavam entre as mesas, as crianças brincavam em torno das cadeiras, vendedores ambulantes comercializavam seus produtos e moradores de rua passavam colhendo latas. O cenário propício para distrações envolvia pitadas de insegurança.

Entrevista entre amigas

Descobri que uma das mulheres que estava na mesa descrita anteriormente era uma amiga minha e fui convidada para sentar com elas. Na oportunidade, perguntei como se sentiam no local e se tinham o hábito de frequentar o mercado público.

“ Gosto muito de frequentar o Mercado Público, é onde você se mistura com a cultura da cidade, você conhece novas pessoas e se diverte entre amigos. Inclusive frequento em outras cidades como São Paulo, Itajaí e Florianópolis. O ruim é que aqui você não pode sorrir muito porque as pessoas acham que você já tem segundas intenções. ” T. 32 anos

“ Eu permaneço aqui até umas 17 horas por aí, logo em seguida começa a escurecer e fica mais perigoso. ” C. 27 anos

Ainda sobre a segurança no local, conversei com o garçom de um dos restaurantes que comentou que ao meio dia, o ambiente é mais familiar e os indivíduos consomem moderadamente as bebidas alcoólicas. O colaborador acredita que não aconteceram muitos transtornos no local devido a esse fator. Todavia, na parte noturna os frequentadores possuem um comportamento diferente já que a cerveja e o chopp passam a ser mais consumido.

Abordagem dos moradores de rua nas mesas.

Faltam medidas de segurança

A insegurança, segundo relatos, não é só por conta da presença de pessoas levemente alcoolizadas, mas pelo fato dos carros estarem suscetível a furto, cena que já ocorreu outras vezes no espaço. Além disso, a falta de iluminação no mercado municipal também propicia um ambiente inseguro.

Em uma breve pesquisa desk, pude verificar transtornos causados no local como depredação do ambiente, roubos e brigas. Em eventos como festivais, show aberto ao público e jogos a incidência de violência ocorre a ponto de a polícia militar intervir.

Por fim, pode-se concluir que algumas medidas precisam ser providenciadas para um bem-estar satisfatório ao público frequentador. São investimentos a serem feitos em infraestrutura, iluminação, sinalização, circulação de seguranças por parte da administração. Em contrapartida o cidadão também precisa se conscientizar do consumo moderado da bebida alcoólica, sendo que leves alterações podem resultar em assédios, brigas entre outros. Afinal, a maior iniciativa que se espera por parte de todos os seres humanos é o respeito e bom senso.

Gabriella Amorim Nunes | Designer Thinker

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