DThinking Univille
Aug 25, 2017 · 4 min read

Segurança no Mercado Público de Joinville.

Mais do que um prédio histórico de Joinville o Mercado Público é também um ponto de encontro de joinvilenses e turistas. Hoje, além dos estabelecimentos internos, com peixaria, verdureira, barbearia e demais comércios, o ponto conta também com área externa, tendo uma praça de eventos e lanchonetes que servem petiscos, lanches e cerveja artesanal ao som de música ao vivo.

Foi nesse contexto que a turma de especialização em Design Thinking da Univille, coletou, compartilhou e discutiu dados, a fim de fazer uma pesquisa em design e assim sugerir soluções e mudanças para o local. Para essa pesquisa, foram realizadas as técnicas de observação, mapa de contexto, entrevista e questionário.

A observação foi realizada numa sexta-feira a noite, era final de mês e o movimento estava fraco, porém foi possível coletar algumas informações relevantes. Os dados obtidos nessa observação resultaram em um infográfico que reúne os principais dados observados.

Infográfico com os dados da técnica de observação.

Nesse infográfico dei destaque a alguns padrões de comportamento. A maior parte da clientela estava consumindo chope ou cerveja. Os grupos de amigos bebiam, fumavam e interagiam com o celular, enquanto familiares, consumiram também lanches e petiscos.

Além das informações colhidas em campo foi realizada também pesquisa online, das avaliações e comentários nas redes sociais. Combinando os dados obtidos foi feito o mapa de contexto. Com esse mapa foi possível organizar melhor as informações, de forma crítica.

Mapa de contexto.

No mapa foram organizadas informações de tendências demográficas, leis e regulamentações, economia e ambiente, competição, tendências tecnológicas, necessidades do usuário e incertezas. Entre os pontos levantados estão as intempéries que prejudicam um dos maiores atrativos do ambiente, que é o espaço aberto. As próprias leis do município com relação ao som e as mesas na calçada. Como ponto negativo se vê também, que a os concorrentes, procuram investir muito mais na diversidade de pratos, cuidados com ambiente e segurança, além das tendências como aplicativos e self-service.

Outro método utilizado foi a entrevista. Foram entrevistadas 11 pessoas em um sábado de manhã, com movimento médio. Entre os entrevistados haviam pessoas que frequentavam o local pela primeira vez, e outros que iam com periodicidade, sendo 9 joinvilenses, e 2 turistas. Citaram que um dos pontos fortes é a música ao vivo, e o espaço ao ar livre que consideram agradável e democrático. No entanto pediram melhorias quanto ao cheiro da peixaria, da falta de variedade das lojas e da segurança, principalmente no período noturno, motivo pelo qual alguns só frequentavam durante o meio-dia.

Alguns desses comentários foram vistos também no questionário online que obteve 69 respostas para as 9 questões. Destes, 75% frequentam raramente o mercado. E os maiores atrativos são em 63,2% os eventos, 45,6% a música e 44,1% o espaço ao ar livre. Quando perguntados se o mercado atende as expectativas, 60,9% responderam média 3 (em escala 1 à 5). Como pontos a serem melhorados citaram o atendimento, a variedade de lojas, organização dos eventos e shows, a falta de identidade, higiene, conforto e segurança.

Como podemos ver os problemas levantados foram muitos. No entanto, um dos pontos que me chamou atenção foi a sensação de insegurança. No mapa de contexto esse problema é citado três vezes, como uma necessidade do usuário, um ponto competitivo e de incerteza com relação ao cenário atual. A sensação de insegurança foi sentida também pelos alunos, durante a observação, fomos abordados por transeuntes vendendo doces e outros pedindo dinheiro.

Além da experiência pessoal, esse foi um problema levantado também por avaliações na página do Facebook. Um dos clientes disse “O lugar está muito bonito, mas o serviço deixa a desejar. Faltam garçons, e os clientes são perturbados por transeuntes.” Outro comenta também “Os banheiros não estavam limpos e pouca segurança no local…”. Além das avaliações, no questionário e entrevistas também foi um ponto levantado como ponto a ser melhorado. Uma das respostas foi “Gostaria de mais segurança e diferenciais…”.

Acredito que essa sensação de insegurança, não seja só por causa das abordagens, mas pelo desleixo com o local que é mal iluminado e sem nenhuma pessoa responsável pela vigia, ou que possa tomar alguma atitude em situação de perigo. Mesmo sendo um espaço público e com movimentação, a falta de iluminação deixa o espaço com aspecto de “abandono”. Como solução, a sugestão é melhoria na iluminação do mercado em si e da praça como um todo. Da contratação de seguranças ou vigias principalmente para o período noturno, e talvez a colocação de uma cerca aberta, que seja baixa, mas que delimite a praça e o mercado do espaço da rua.

Tatiana Ignacio

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