Uma vida de cachorro

De manhã, de tarde ou de noite, a mim me parece tudo a mesma coisa.
Sou desses de dormir e acordar quando quero e também de querer o tempo
todo uma novidade . Sou curioso, gosto de descobrir lugares secretos. E quando os acho, meu caro, tornam-se o meu templo.

Dizem por aí que a vida de cachorro é uma coisa ruim, cheia de tristezas e desafetos. Tratam-a de forma pejorativa, maldita. Eu discordo. Sou um cão muito bem sucedido em meus afazeres e até concedo aos humanos minha beleza e meu belo corpo para carícias momentâneas.

Sou um cão. Não possuo grande fuço, estatura e nem um corpo incrivelmente malhado, o que a mim me parece ótimo, acho até charmoso
meu jeito diferente de ser.

Algumas pessoas se encantam comigo, outras sentem medo de mim.
Mas o que eu quero mesmo é brincar com os seus calçados e escondê-los para que em algum dia e em algum lugar alguém possa achá-los.

Sou bem detalhista, cheiro tudo o que vejo e tento ver tudo o que cheiro, talvez por isso que os meus olhos são tão grandes.

Quando estou com sono só preciso de um lugar aconchegante para deitar, pode ser no chão. Mas devo dizer que na cama dos humanos é muito melhor, principalmente, em cima deles.

Dos meus aprendizados, em um ano de vivências, posso dizer: tenho a vida que pedi a Deus, uma doce vida de cachorro.

Com amor, Bean.

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