Boogert e suas cores chegaram primeiro, Pantone!

Já falamos um pouco sobre cores, assim como sua importância para o mundo publicitário, uma das escalas mais conhecidas no mundo é a Pantone Matching System ou PMS, a sua grande diferença se deve ao fato de ser uma mistura específica de pigmentos que criam uma nova cor, o que possibilita a impressão de cores metálicas e fluorescentes. Porém no universo das marcas isso traz um benefício ainda maior, a exclusividade, não é possível obter a mesma mistura de pigmentos para se ‘copiar’ uma cor, um grande exemplo é o vermelho da Coca-Cola. Essa exclusividade se deve ao sistema numérico que a empresa americana utiliza, ele permite que as cores sejam sempre fieis. Esse sistema também garante que a cor será sempre a mesma, visto que quando tratamos de cores diferentes pessoas enxergam a mesma cor em diferentes tonalidades.

Muitos acreditam que a Pantone tenha sido a primeira marca a realmente conseguir catalogar as cores e suas diferentes tonalidades, porém uma grande descoberta pode mudar a história no universo das cores.


Em 1692, A. Boogert, um artista holandês criou e desenvolvei um livro sobre misturas de aquarela, seu objetivo era entender o resultado das cores e a melhor maneira de utiliza-las, seu experimento acabou resultando em um livro com 800 páginas escritas e pintadas manualmente. Sua obra é considerada hoje o guia mais completo de cores para pintura e também o primeiro catálogo registrado, visto que a Pantone só lançou o seu em 1963. O livro encontra-se na BIbliothèque Méjanes na França, mas para nossa sorte (e para matarmos a curiosidade) ele foi disponibilizado online e em alta resolução, nesse link: www.e-corpus.org/notices/102464/gallery/


Por Lígia Fumaneri

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