Eu e eu mesma.

E de repente, sou eu e eu mesma. Baita time.

Sou eu quem me faço companhia nas sextas à noite, nos cinemas do final de semana, nos treinos matinais. Sou eu mesma quem fico rindo que nem boba de uma piada besta na internet, que testa uma coisa na cozinha e experimenta por si só. Mmmm, uma delícia.

Sou eu que afago meus próprios choros de desespero em um banho longo. E acredite se quiser, sou eu também que me dou os próprios conselhos, que me boto pra cima. Que me conto os segredos e as novidades.

Sou eu quem comemoro comigo mesma as vitórias e conquistas, mas também sou eu que estou ali ao meu lado me dando tapinhas nos ombros e dizendo um sincero "vai ficar tudo bem!".

Não sei desde quando tudo passou a ser assim: eu e eu mesma pra tudo. Baita time de um só. Não me entenda mal, tenho alguns poucos e bons amigos, que partilham comigo momentos gostosos. Mas num contexto geral, eu aprendi que eu tenho que contar comigo mesma.

Eu vesti essa armadura de ser autossuficiente. Baita coragem né? Mas é que eu sempre tive um lado que dependia muito do outro pra tudo. Um lado que espera muito dos outros. E venhamos e convenhamos, ninguém vai ser capaz de superar minhas expectativas. Talvez porque eu sonhe alto ou talvez porque as pessoas estão só acostumadas em focar em si próprio. A gente precisa confessar que o mundo é bem egoísta né? Inclusive eu mesma.

Mas eu preciso te falar, honestly, que ao passar dos dias e meses, ao encher meus bons amigos de coragem para se jogar numa nova paixão, para aproveitarem o que há de mais gostoso nesse pronome que tanta gente foge, o tal do nós, tenho um nó no peito.

Eu tento consolar a mim mesma, tento alegrar a mim mesma. Tento me fazer sorrir. Mas veja bem, já diria o velho Silveira: "ninguém é feliz sozinho!".

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