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Não sei se coloco um título

A gente vive de incertezas porque elas dão cor às burrices nossas de cada dia. Incerteza é o trailer da decepção.

Você corre afoito para se molhar no lago e quando chega na beira quer conferir a temperatura da água, a velocidade do vento, a posição do sol e, de quebra, confere se o cordão do short está firme ou se o aperto do nó do biquíni está adequado.

Pula e bate o joelho em uma pedra.

Aquela voz sai lá do fundo da mente sussurrando um sonoro "eu sabia".

Sabia nada. Nunca sabemos.

Urge a necessidade de uma disciplina nova nas escolas: como tomar decisões.

Começaria com o básico como "levar ou não o guarda-chuva" e depois iria evoluindo para "a roupa está molhada ou só fria". Assim a criança já pegava o espírito da coisa e a introdução à vida adulta seria mais fácil. Quem sabe poderia até decidir se estaria pronta ou não para se tornar um pagador oficial de boletos.

Se decisões fossem fáceis não precisávamos das cartomantes e afins. É todo um mercado que cresceu ao redor de nossa falta de habilidade de "assumir o B.O."

A Souza Cruz lucrou durante anos com nossas indecisões. Agora estão em declínio com o advento da terapia. Antes era coisa de doido.

Fazer ou não terapia?

Precisamos ir devagar, pegar leve. As decisões são proporcionais ao mundo que a gente quer abraçar.

Primeiro encontro, primeiro beijo, primeira crise, primeiro "assim não dá" e já temos um combo de indecisões empacotadas em um novelo de lã escrito FODEU.

Puxa o fio ou deixa pra lá?

A gente precisa ir mais devagar. Ou não?

Escritor que não escreve, jornalista sem formação, astuto debatedor de botequim.

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