A dieta que nos faz regressar à Idade da Pedra

Foi através de Loren Cordain, especialista em Nutrição e fundador do movimento Paleo, e da publicação do seu livro que a dieta paleolítica ficou conhecida.

Fotografia: Pixabay

A popular dieta Paleo apareceu com o conceito de que deveríamos adoptar um estilo alimentar semelhante ao dos “Homens das Cavernas” para ficarmos mais magros e saudáveis.

Todavia, em Portugal esta dieta é fundamentada pelo doutor Manuel Pinto Coelho. Este, defende a ideia de que o nosso património genético está adaptado ao modo de vida dos nossos antepassados.

Deste modo, Bárbara Reis, estudante de Imagem Médica e Radioterapia, conta a sua experiência com esta dieta e de como a ajudou a sentir-se melhor.

Em que consiste o estilo de alimentação que praticas?

A dieta chama-se Paleo. Esta, consiste basicamente em não comer glúten, leite, só derivados, mas não é suposto, há quem não coma. Assim como comida processada e leguminosas, como feijão, grão, e amendoins. Posso comer todo o tipo de carne, até a de porco, de preferência tudo biológico. É uma dieta bastante rica em proteína.

A dieta foi implementada por um senhor chamado Loren Cordain. Ele chamou-lhe paleo porque acredita que os nossos antepassados não comiam nada disto e viviam durante mais tempo.

Esta dieta foi adotada por todo o mundo e existem imensas receitas que se encontram disponíveis na internet. Para além de que também existem grupos no facebook, alguns que eu sigo, onde as pessoas contam os seus próprios testemunhos e experiências. Nesses grupos também publicam receitas e até as compras que fazem no dia a dia, funcionam como uma grande família onde nos ajudamos e incentivamos uns aos outros

Como tiveste conhecimento desta dieta?

Tive conhecimento pela mãe de uma amiga. Ela falou-me e eu achei que o conceito era bastante interessante, até que decidi ir pesquisar e pensei que poderia ser bom para mim.

Porque é que decidis-te adotá-la?

Decidi adotá-lo porque tive conhecimento que era uma dieta muito aconselhada por médicos para pessoas com muitos problemas de saúde, como diabetes e problemas cardíacos. Se for equilibrada também pode levar a uma boa perda de peso, o que já é meio caminho andado.

O meu principal objetivo foi perder peso. No entanto, também é muito importante para mim saber que este tipo de alimentação é boa para vários tipos de problemas, já que na minha família tenho muitos antecedentes de diabetes, problemas cardíacos, e até vários tipos de cancro.

Há quanto tempo a praticas?

Estou a fazer esta dieta à mais de um ano, mas ultimamente não tenho seguido à risca. É difícil fazê-lo, pois tudo o que comes tem de ser feito em casa desde bolos, biscoitos e pão, presunto e afins. É muito difícil encontrares algo que possas comer num supermercado. Só mais em lojas de produtos biológicos, o que fica extremamente caro. O objetivo é olhares para o rótulo das embalagens e conseguires perceber se podes comer aquele produto ou não.

Que diferenças encontraste no teu corpo e rendimento diário?

Não notei que tivesse perdido muito peso, mas senti melhoras no meu dia a dia. Melhoras em termos cansaço, problemas de estômago, entre outras coisas.

Mas para conseguir tirar o melhor proveito da dieta tens de tentar fazê-la o mais rigorosamente possível. Desde que te sintas bem, claro.

Tiveste incentivo em casa ou alguém que te acompanhasse nessa dieta?

Sim, a minha mãe.

Achas que ajudou o facto de não seres a única em casa a praticar esse tipo de alimentação?

A minha mãe nunca chegou a seguir a dieta à risca, mas foi um grande incentivo, pois nunca conseguiria fazê-la sozinha. Apesar de a minha mãe não seguir à risca, até ela também sentiu melhoras e emagreceu.

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