Ode ao David Lynch

Uma das coisas mais marcantes e especiais para mim nesses últimos tempos foi conhecer o trabalho desse artista, desde Eraserhead até o fatídico Return de Twin Peaks, que acabou esse domingo, além de seus outros trabalhos na música e na pintura. Todas me fascinando de uma maneira inexplicável.

Depois de terminar esse retorno de Twin Peaks foi lindo ver reação, predominantemente de frustração, de quem acompanhava a série e criava teorias na esperança de entender tudo no fim, mesmo sabendo quem estava comandando tudo aquilo. Um banho de água fria majestoso em todos aqueles que tentam desesperadamente prever filmes e séries. A mágia da quebra de expectativa que, por mais “mergulhado” no mundo lynchiano você esteja, é impossível de prever e nem deveríamos tentar.

Sinceramente, grande parte dos filmes que terminei dele e Twin Peaks, me fizeram me sentir em outro mundo. Meus sonhos eram ambientados nesses mundos, eles permeiam minha mente até hoje junto com seus personagens que me aterrorizam mais que qualquer filme de terror. o Mystery Man, o mendigo de Mulholland Drive e o GOTTA LIGHT, da maravilhosa Parte 8 do Return, sempre surgem na minha mente toda vez que saio na rua a noite.

É uma sensação muito boa, algo que realmente busco vendo um filme, ou uma série, algo que vá além do que eu busco (se é que isso faz sentido), o que esse homem consegue passar. Algo único que ultrapassa a tela.

Sendo Twin Peaks: The Return o último trabalho dele, deixo aqui meu agradecimento ao Mark Frost, que também merece reconhecimento e a este homem que com certeza é um dos maiores artistas vivo e uma inspiração para um trabalho único e autoral.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.