Qual o meu sonho de negócio!?

Sobre empreendedorismo e liberdade

Empreender pode ser libertador ou não. Ver imagens de pessoas de sucesso sorridentes e confiantes circulando pelas redes sociais, tv e revistas pode ser muito estimulante e mágico para quem tem o desejo de empreender. Muito importante é saber que estas imagens não passam de um instante, um click na vida daquela pessoa, e que idealizar e fazer acontecer uma idéia de negócio é tarefa complexa, que exige empenho, dedicação, investimento de tempo e dinheiro.

Acima, imagens de busca no Google com a palavra empreendedor.

Trazendo a questão para a realidade do empreendedor, há duas motivações básicas para abrir um negócio: empreender por necessidade ou oportunidade. Segundo informa a página na internet do governo brasileiro, os países com maior número de empreendedores por oportunidades são também aqueles com maior nível de desenvolvimento econômico. Nesta mesma página, uma pesquisa aponta que o principal motivo para empreender no Brasil é a busca de maior independência e liberdade na vida profissional.

Mediante este dado e sabendo-se da complexidade envolvida no processo de empreender, uma pergunta surge de imediato: É possível reconhecer o momento de ganho ou a perda da liberdade? Quando alguém pensa em independência e liberdade, é possível que deseje um trabalho com maior autonomia, onde possa participar das decisões e que valorize a identidade e as relações pessoais. Agora, uma pergunta para pensar: Até que momento isso é possível para o empreendedor que planeja o crescimento sem limites do seu negócio?

Negócio sonhado

É muito importante pensar [Cada um no seu tempo] sobre o que se gosta de fazer e o que você se vê fazendo no futuro de maneira que possa alcançar realização pessoal, profissional e financeira. Pensar sobre estes aspectos permite dar um passo adiante e, depois de refletir sobre o sonho de negócio, é hora de pensar: “Qual meu negócio já sonhado!? Ou seja, o que você ja realizou? Pode-se pensar sobre o conhecimento que tem na área que pretende atuar, assim como rede de contatos, disponibilidade financeira e de tempo para investir no tão sonhado negócio. Neste ponto inicia-se o processo de “olhar pra dentro”, oportunidade de saber de que forma e por onde se deseja percorrer este caminho e então se mobilizar para fazê-lo acontecer.

Pensando desta forma pode-se tirar as idéias de uma “zona nebulosa”, começar a colocá-las em prática e ainda estar mais seguro sobre os caminhos a escolher quando os ventos fortes começarem a soprar perto da gente.

Sobre o autor: Daniel Zandoná é engenheiro de produção especialista em tecnologia da informação e mestre em gestão e inovação pela COPPE/UFRJ. É idealizador e diretor da Colaborativa, empresa que oferece serviço de e-mail empresarial + educação para o trabalho colaborativo e professor no curso Gestão em Negócios Criativos.


One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.