A Bolha Social

Na minha vida eu sempre fui um tipo de pessoa bem fruto do meu meio mesmo, sou heterossexual e cresci nesse mundo machista aí que vivemos. O ponto é que eu tinha minha bolha social e basicamente cresci com ela, acredito que todos fizeram mais ou menos a mesma coisa que eu. A partir de sucessivos acontecimento em minha vida, que a 1° instância eu achei estar completamente desconectado de tudo, acabou se provando tempos depois que as coisas então bem mais juntas do que parece. A arqué de tudo que irei refletir pode ser resumida com “Nanette da Hannah Gadsby, stand up da Xilften que mostra a bolha que ela viveu, a bolha que ela chama de vida. A perspectiva que coloco em pauta é que antes eu não sabia que ela estava lá, hoje percebo o seu papel.

Outro ponto que acho que tem extremo valor é o fato de eu ter entrado no curso que entrei. A priori eu não queria Relações Públicas, eu queria Jornalismo, mas passei para RP na UFAM e mal eu sabia que iria me apaixonar perdidamente por essa decisão.

A Universidade Federal do Amazonas tem me proporcionado realidades incríveis nos mais diferentes âmbitos possíveis e ao meu ver é isso que tem me motivado bastante para ir para lá, além de claro, a formação. Conhecer as realidades, principalmente no que tange LGBTQI+ onde a escola ou a sociedade não me ambientaram sobre as interações e personalidades diferentes, ao passo que, a UFAM pode me mostrar isso, é o mais puro sentido de viver a Universidade.

Comentando logicamente e sob a ótica da minha profissão como é que se pode dar um cargo para alguém limitado?

Não digo de conhecimento, mas sim limitado no que se diz para os Públicos com que eu possa a vim a trabalhar.

Como eu posso ignorar o movimento LGBTQI+ e achar que isso só é uma fase ?

O que eu quero dizer com tudo isso que mencionei é que eu pude aprender. Aprendi com meus colegas, aprendi que o mundo que vivo é bastante segregador, mulheres a esquerda e homens a direita. Vi que o mundo é incrível porque ele nos coloca coisas que mal sabemos que fazem sentido. Independente de religião ou crença, o mundo está mudando e eu sou muito grato por estar onde estou, ser do jeito que sou, das infelicidades que aconteceram para me tornar a pessoa que sou hoje. Tudo isso que digo é porque pelo menos aos meus 19 anos eu vejo um mundo que pode findar em felicidades e união, justamente porque em cada canto desse mundo, as pessoas estão tendo brisas como essa que tive e se tornando pessoas mais abertas e felizes. Cada minuto gasto, cada estalar do ponteiro no relógio, cada pássaro que voa, cada casal apaixonado que nasce e se esvai, cada período da Terra que se vem, eu acredito que essas coisas tem seu propósito e sua missão. E se você não viu o seu ainda, fica tranquilo.

Eu acho que sinceramente os elementos ainda não foram dispostamente apresentados na sua vida para você fazer esse ciclo todo de pensamento que estou tendo. Foram precisos 3 ou 4 âmbitos para chegar nesse ciclo de tweets dispostos, talvez para você estejam faltando mais alguns.

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