Livre e triste

...naquela noite ela descobriu uma coragem que somada aos seus sentimentos ultrapassava sua linha de raciocínio. A fragilidade aparecia e sua arrogância vinha a tona; As músicas não lhe traziam mais paz, e o silêncio fez-se seu melhor amigo.
Uma maldita epidemia tomou conta de todos a quem ela amava. Tudo o que sua vista alcançava estava rodeado por pessoas se alto consumindo. A mercê da opressão, lutava para poder ser seu próprio oxigênio.
É muita informação pra quem fez um simples pedido. Ela queria apenas o mundo em suas mãos e agora o mundo todo estava desabando. Guardou seu fone, suas lágrimas e sua fé. Com seus princípios e valores quebrados, o mundo pesava ainda mais.
Atirando pra todo lado, acertou friamente todos a quem um dia amou.
Viu seus heróis caídos ao chão, com uma doce e sofrida lágrima puderam agradecer antes que por fim não tivessem mais fôlego. Agora sozinha ela busca um caminho, uma direção, algo que o faça se sentir mais viva nessa noite escura, obscura. Cansada de lutas tolas e músicas vazias, se entrega ao silêncio. Abandonada até mesmo por seu amigo imaginário, pôde ouvir por toda noite cada som daquele silêncio gritante.
Oliveira, Flávia.

Like what you read? Give Flávia Oliveira a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.