7 tendências de marketing digital para 2018

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Modas vêm e vão em ritmo alucinante no mundo digital. Algumas tendências se consolidam e se tornam práticas cotidianas. O objetivo deste artigo é mapear as que devemos ficar de olho porque podem ganhar força em 2018.

Segmentação por gênero está perdendo sentido. Com as mudanças de valores culturais, o uso de mensagens segmentadas por gênero é visto como uma prática impositiva. Não se trata de adotar ou de reforçar ideologias de gêneros da moda ou relativizar produtos típicos de um gênero. É não padronizar mensagens para que elas não sejam rejeitadas por serem vistas como ultrapassadas. Apenas apresente a marca sem enfatizar a quem se destina, sem usar de estereótipos, principalmente de cor.

Quebrar tabus e romper com regras. É uma variação da tendência anterior. Usar conceitos que misturam gêneros para atestar atitude. Marcas voltadas para o público feminino, por exemplo, podem se apropriar de discursos que invertem os papéis abusando do humor e da ironia.

Autenticidade. Dê um tempo ao banco de imagens. Com a abundância de aplicativos de edição e de filtros incríveis, estão sobrando fotos perfeitas por aí. Os consumidores se cansaram de tanta perfeição e buscam visuais mais “naturais”. Pequenas falhas e espontaneidade serão sinônimos de imagens autênticas, sem adulterações, verdadeiras.

A newsletter como revista. Desde 2015, a prática do inbox zero tem sido adotada em várias empresas. Quem consegue zerar a caixa de entrada jura que aumenta a produtividade. E essa prática deve continuar. Em vez de distribuir campanhas e ofertas de desconto que serão deletadas sem dó, invista em storytelling. Reunir histórias relevantes ajuda a construir a reputação da marca, revela especialidades e reforça a lealdade. Faça da newsletter uma revista, mas não com muitas páginas. Os consumidores interessados vão assinar a news voluntariamente. Mantenha a regularidade dos disparos para não por tudo a perder.

Economia do engajamento. No mundo digital, interações valem ouro. Chamar atenção não vai adiantar se não houver engajamento e conversão. Sites com muitos visitantes e páginas de Facebook com muitos seguidores sem interações frequentes serão classificados por algoritmos como irrelevantes. É melhor adotar métricas de engajamento e não só mirar no alcance, que é o que se paga para aparecer nas buscas quando não há crescimento orgânico.

Curadoria por Inteligência Artificial. A curadoria virou regra na produção de conteúdo. A diferença é que cada vez mais bots vão indicar o que é relevante para o consumidor. Spotify e Apple Music já fazem seleção de faixas baseadas no histórico e nas escolhas de usuários. Pode ser outro tipo de filter bubble? Sim, mas é uma ferramenta que veio para ficar. Então, nem é preciso falar que é obrigação: gerenciar tags, aprimorar o SEO e linkar um conteúdo a outro. Cuide dos detalhes, mas não perca o plano geral para que cada conteúdo esteja devidamente contextualizado.

Target coletivo. Por causa de experiências bem-sucedidas de cocriação, os consumidores estão redescobrindo o poder das conexões e colhendo os benefícios de fazerem parte de tribos virtuais. O marketing deve então se voltar para as comunidades e não para os indivíduos. Ações práticas: colaborar na construção de grupos e produzir conteúdos que provem que a marca entendeu a mudança de paradigma. O objetivo é promover o bem maior, o que é comum a muitos.