Tema 10: O detetive viu a oportunidade. Ele agarrou o braço da garçonete e disse…


Epifania

Um péssimo fim de noite sem conclusão nenhuma no caso. O detetive Paulo apagou a luz de seu escritório, deu boa noite a seus colegas e se dirigiu a seu carro, lamentando. Foi direto para casa, estacionou o carro em sua garagem e foi para o bar da esquina. Precisava relaxar um pouco.

“Duas doses de uísque, por favor.”

Na terça-feira dessa semana ele foi procurado por um homem que disse ter sido envenenado. Não acreditou, mas o levou para ser testado, onde houve a confirmação. O homem, chamado Fred, alegou que havia recebido algumas ameaças de morte por conta de alguns diamantes que estavam em seu cofre no banco.

Naturalmente, Paulo perguntou porque ele estava em posse de tais diamantes. Fred alegou que era garantia de um processo onde ele, como advogado, representava uma empresa que estava no meio de uma negociação de compra de outra. Duas grandes empresas, segundo ele, mas que não podia revelar o nome das mesmas, mesmo considerando que ele havia sido envenenado.

Segundo o médico, o advogado teria apenas mais um dia de vida e o antídoto era desconhecido. Contrariando recomendações médicas de se repousar, Fred disse que não esperaria a morte em uma cama, que aproveitaria seu último dia de vida e saiu do hospital.

O médico de Fred morreu três horas depois do acontecido. Paulo foi avisado e correu até a casa de Fred, onde encontrou sinais de luta e sua esposa morta. Fred estava caído no chão, muito machucado. Um homem encapuzado foi visto fugindo do local. O banco, então, reportou o sumiço dos diamantes em seguida.

Na perseguição ao homem encapuzado, o mesmo morreu em logo após colidir em um poste, mas a causa da morte foi outra: ele havia sido envenenado.

Não havia mais suspeitos. Fred, que recusou atendimento médico mesmo após ter sido encontrado machucado havia morrido. Ou será que não?

Tudo parecia tão óbvio agora. O policial forense que assinou o atestado de óbito de Fred havia sido internado em estado grave por ter vomitado sangue. Vomitar sangue era um sintoma de veneno. Fred estava vivo, ele havia roubado os diamantes para si mesmo.

A oportunidade era essa, Fred estaria fugindo em breve. Paulo se levantou.

Tudo em sua volta rodou. Duas doses de uísque não fariam isso a ele. Subitamente ele vomitou, cambaleando para frente. Sangue. Uma garçonete se aproximou, o detetive agarrou seu braço e tentou falar. Palavras não saíram da sua boca. Paulo caiu. Estava morto, envenenado.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.