Todos os meus ão’s

Dentro de mim
Vaga a escuridão
Em uma imensidão
Sem teto, nem chão.

Escale as paredes do meu coração
E me diga de que cor são,
Tente achar algum clarão.

Em uma sala de reunião,
Nossos olhares se encontrarão
Transformando o caos em união.

Sem nenhuma pretensão
É só mais uma ilusão,
Ninguém entende minha confusão.

Segure minha mão,
Vamos viver mais uma ficção
Sem nenhuma limitação.

Provavelmente perdi a razão
Mas nunca foi minha intenção.

Me fechei na prisão
Com certa reclusão,
Instável, com tendência a perversão.

Em uma crise de insatisfação,
Sem seguir nenhum padrão.
Essa é minha religião:
Uma mistura de solidão,
Compondo uma canção,
Fortalecendo a rebelião.

Like what you read? Give Elisa Bettega a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.