Cuidado ao ficar dizendo:

eu te amo.

Amo esse barulho de chuva

Amo aquela música

Amo café com pizza fria de manhã

Amo cheiro de gasolina

Amei aquela camiseta

Continue espalhando seus coraçãozinhos por aí e logo-logo será arrastado para dentro de um porta-malas com um saco na cabeça pelos fiscais de sentimentos com seus quiz inquisidores conectados a eletrodos cravados direto no peito, que averiguarão a veracidade, qualidade e potencialidade do teu amor e, enfim, decidir se lhes devolverão às suas vidas com o carimbo dourado do amor dos puros ou a tarja na testa dos superficiais.

A banalização do amor, eles dirão.

Não. O amor não é um sentimento divino, único e digno apenas de corações puros e almas elevadas.

Ame. Ame tudo. Ame sem reservas.

Em pequenas e grandes doses diariamente. Quanto mais, melhor.

Ame quem e, o que, quiser. Ame coisas, cheiros, Nutella e até quem acabou de conhecer. O barulho das crianças nas ruas, as teorias dos bêbados e os ditados das donas de casa.

Digam, mas, principalmente, sintam.

Amor não gasta. Amor não se rotula ou se qualifica. Amor até pode mudar a forma, mas não acaba.

Há, apenas, uma pequena regra a se decorar sobre o, “Eu te amo”.

Jamais o use para aprisionar. Amor não é pacto, contrato ou posse.

Ame, mesmo que não te amem. Mesmo que nao esteja perto, mesmo que ela de pra outro cara ou que aquele filho da puta tenha sumido sem dar n0tícias .

Ame sua bebida, sua arte, seus dons, o gato inútil deitado no sofá.

O amor não deve depender do outro ou de retorno.

O amor é o conselho e a receita de todos os sábios, religiosos, poetas, profetas e também de ateus e cientistas. Se há um caminho e um motivo para a nossa evolução. Ele se chama, amor.

Mas, se não puder amar, comece odiando.

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