Amo o feriado e odeio o carnaval

Eu

A euforia e a felicidade exacerbada me deixa mais triste do que já sou. As postagens no Facebook sobre as maravilhas da festa da carne me dão nauseas. A única coisa boa do carnaval é a folga de quatro dias.

A festa joga na minha cara que sou um fracasso social. Elas se divertem com amigos, conseguem um ou vários “amores” de carnaval e eu mal consigo me aguentar… Juro que se fosse pelo menos classe média, passaria a data fora do Brasil. Nem o natal me deixa tão deprimida.

Além disso, as ruas ficam imundas. E você não consegue ir num simples cinema porque tem bêbados no meio do caminho te atrapalhando. O metrô tem uma mistura de cheiros peculiares.

É uma mistura de mijo, com cerveja e catuaba. Tudo num ambiente fechado, com ar condicionado. Imagine o aroma. Nem as profundezas do inferno devem ter um cheio tão desagradável.

Agora, se você não gostar de “bloquinho” vira um ser careta, conservador, chato, etc. Tem que gostar do que todo mundo gosta, caso contrário, você é um lixo mimado. Enfim, é a cultura de ódio das redes sociais.

E foda-se essa gente também. Neste ano, vou me forçar a sair de casa tentar sair sozinha, já que não tenho amigos. Não tenho saúde física e mental para frequentar blocos num sol demoníaco.

O jeito é contar com o Netflix e alguns eventos que fogem da temática do carnaval. Apesar de morar numa cidade carnavalesca, eu ainda encontro eventos e bares que não tocam nenhuma marchinha de carnaval , funk ou samba-enredo.

Não adianta reclamar mais. Vou tentar sobreviver estes quatro dias infernais com comida, álcool, sono, muito sono, filmes e séries. Fazer o que se nasci pobre e os meus gostos são diferentes da maioria dos jovens brasileiros.

Na próxima reincarnação, quero vir rica, para sumir daqui nesta época do ano ou morar bem longe daqui.