Para a amor que vai chegar

Sou fascinado pela lua. Ela exerce sobre mim uma atração magnética e lupina. Outro dia desses estava deitado, olhando para o céu e fumando. Fui atraído para ela automaticamente. Fiquei hipnotizado. O véu negro da abóbada celeste pontilhado por algumas estrelas, contrastando com aquela deusa brilhante e esférica, convidando-me para voar. Enquanto tragava, pensava em você. Será que também estaria vendo essa perfeição?

Não faço ideia de onde você está. Se já nos conhecemos ou não. Se é um amor surpresa em um formato já conhecido ou se está tão embrulhada para presente que nem te vi ainda. De qualquer forma, já te considero um presente. Todo amor é um ato de graça. E por falar em graça, houve algo sobre você que também pensei ao olhar a lua.

O brilho que eu via, embora me fizesse enamorar-me ainda mais pelo belíssimo satélite terrestre, era a luz solar atravessando o objeto de meu fascínio. A lua só me parecia tão bela porque o sol irradiava sobre ela. Então pensei que, assim como aquela lua me fazia olhar desdenhoso e zombeteiro para as lindas estrelas consteladas, ignorar a negridão do vazio espacial e as pessoas ao meu redor, você terá esse efeito sobre mim. Não apenas por você, mas pelo brilho do Sol te atravessando.

Imagino que não goste de cigarros, mas no momento, são uma boa companhia. São um objeto transicional. No futuro te conto mais sobre isso. Não costumo orar por você. Mas sei que você está perto. Minha anima e um Eterno velho amigo me fazem intuir isso. Quando tu chegar, a gente agradece junto, pode ser? Se juntarmos seu brilho e minha escuridão, vai ser um eclipse incrível!

PS.: Açúcar ou adoçante?