Marillion em SP: Repertório divide fãs, mas todos saem satisfeitos

Foto: © Edi Fortini Photography | 2016 — All rights reserved. Todos os direitos reservados

Há quase dois anos sem pisar no Brasil, o Marillion programou três shows que antecederam o lançamento de seu 18º álbum de estúdio, que sairá em setembro, e encontrou, como sempre, um público bem animado para recebê-los.
 
 Na noite de sexta-feira, 29, a primeira apresentação no País aconteceu no Tom Brasil e durante a tarde as ruas próximas à casa de shows já estavam cheias de pessoas com muita simpatia, entusiasmo e ansiedade — o que já era esperado.
 
 Os fãs do Marillion são únicos e possuem características invejáveis a qualquer banda: com um dos maiores fã-clubes do mundo, pessoas vieram do Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, dentre outros lugares e o clima era o de uma grande família que se revê em ocasiões especiais. Essa certamente era a maior delas.
 
 Iniciando a noite com “The King of Sunset Town”, logo de cara os fãs já cantavam juntos, em êxtase, deixando para o Marillion a fácil tarefa de levar o show de forma muito confortável. “Cover My Eyes” foi a segunda escolha e já era cantada por todos, seguida por “Power”. 
 
 Em seguida, “Pour My Love” trouxe um clima intimista com o vocalista Steve Hogarth, o “H” assumiu os teclados. A performance dos músicos sempre merece destaque, os tantos anos de carreira os deixam com uma serenidade e empatia com o palco que pode ser traduzida como uma boa conversa entre amigos com os fãs. Exceto, claro, por Hogarth, que quase não para, pulando, correndo e interagindo com o público.
 
 Steve Rothery tem tamanha intimidade com sua guitarra, que parece falar através dela, muitas vezes de olhos fechados, não precisando de mais nada para ser ovacionado pelos presentes. Até em momentos com pequenos problemas técnicos, como em “Sounds That Can’t Be Made”, Rothery consegue se desenvolver com tanta destreza que só podemos ‘culpar’ os muitos anos de carreira do grupo.
 
 Essa apresentação também deixou em evidência o baixista Peter Trewavas (que em 2014 esteve em São Paulo tanto com o Marillion, como também com o supergrupo Transatlantic), que estava bem mais solto do que das outras vezes, sendo o destaque em muitas músicas.
 
 Completando o excelente time, o tecladista Mark Kelly teve um pequeno contratempo durante a apresentação de “80 Days”, mas logo tomou o controle do palco e o baterista Ian Mosley estava praticamente todo encoberto pelo seus pratos, só aparecendo em alguns momentos, para deleite dos fãs.
 
 O repertório foi o principal assunto entre os presentes. Sem divulgar previamente as escolhas, as músicas foram uma surpresa para todos que esperavam por músicas novas — o que infelizmente não aconteceu. 
 
 Muitos fãs sentiram falta de grandes sucessos que o tornaram mais conhecidos como “Lavender”, “He Knows You Know”, ou “Assasing”. As escolhas para a noite ficaram concentradas nos álbuns mais recentes e com poucas mudanças dos últimos shows no Brasil, o que agradou alguns fãs, mas deixou muitos outros esperando por algo mais. Seria essa uma nova guinada que o grupo dará em sua carreira? Em breve saberemos. 
 
 Depois de São Paulo, Marillion se apresentou no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte durante o final de semana e pouca coisa foi alterada no repertório apresentado. 
 
 Em São Paulo, o Marillion tocou as seguintes músicas:
 
 The King of Sunset Town
 Cover My Eyes (Pain and Heaven)
 Power
 Pour My Love
 80 Days
 Sugar Mice
 Afraid of Sunrise
 Easter
 You’re Gone
 Kayleigh
 Sounds That Can’t Be Made
 Afraid of Sunlight
 King
 
 Bis:
 The Invisible Man
 Beautiful
 Garden Party


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Originally published at www.territoriodamusica.com.

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