Paulo Antônio Pereira Pinto

Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 2021.

Na repetição do que tem recentemente ocorrido, a cada quatro anos, em setembro, a Europa parece “Zapped over Zapad”.

Isto é, durante o mês de setembro deverá haver referências na imprensa ocidental a respeito de: ZAPAD, “Primeiro Exército de Tanques de Guarda” e “guerra híbrida”; tendo em vista exercícios militares russo-bielorrussos a serem agora realizados, como que tais palavras significassem que Moscou e Minsk estivessem prestes a despencar furioso ataque sobre a fronteira da Belarus com três países membros da OTAN — Polônia, Lituânia e Letônia.

ZAPAD — versão no idioma…


Paulo Antônio Pereira Pinto

Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 2021.

A China avisou aos Estados Unidos da América que eles estão “enviando o sinal errado” ao prometerem, no início de agosto corrente, a venda multimilionária de equipamento militar a Taiwan. Pequim adicionou que a RPC “retaliaria com a adoção de contramedidas legítimas e necessárias”.

Um porta voz chinês acrescentou que o referido fornecimento de armas abalará equilíbrio mantido, há décadas, no Estreito de Taiwan, que separa a ilha do continente chinês. …


Paulo Antônio Pereira Pinto

As Olimpíadas de Tóquio trazem à lembrança o fato recente de que, durante as décadas de 1980–90, acreditava-se que predominava, na Ásia-Pacífico, o conceito de “revoada de gansos”, na qual o Japão seria o líder, em virtude de bem-sucedido processo de desenvolvimento industrial voltado para exportações. Na medida em que seus produtos vendidos ao exterior se tornassem mais sofisticados e caros, os bens de menor valor agregado teriam sua manufatura, gradativamente, transferida para outros locais vizinhos, na Coreia do Sul, Cingapura, Hong Kong e Taiwan. Estes viriam a tornar-se novos “gansos” e a formar a tal “revoada” atrás dos japoneses.


Paulo Antônio Pereira Pinto

Rio de Janeiro, em 12 de julho de 2021.

Em Jacarta, durante conversa com Jasuf Wanandi, do Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais da Indonésia, em 1994 — período durante o qual a ASEAN começava a consolidar seu papel de força motora e moderadora no Sudeste Asiático — ouvi longa e prazerosa explicação sobre o conceito de “resiliência[i]”, que predominava nas discussões entre centros de estudos da região, durante aquela década.

Wanandi me explicou que: “Resiliência nacional, no plano interno, significa a habilidade de uma nação assegurar a evolução social necessária, enquanto mantém sua própria identidade. …


Thiago Lima

Resumo: A biografia político-intelectual de Josué de Castro, apresentada por Marina Mendonça, é um convite a pensar a questão da Fome, no Brasil e no mundo, pela perspectiva das Relações Internacionais.

O Brasil vive um momento muito comum em sua história: um período de grave crise de fome nacional. Essa crise não é homogênea e, como sempre, afeta mais as mulheres, as populações negras, da zona rural, com menor escolaridade e com menor renda. As amplas desigualdades sociais nacionais são parte do que, no todo, compõem o problema da Fome no Brasil.

Neste contexto, apenas agravado pela pandemia de Covid-19…


Paola Gersztein e Rogenir Costa

Resumo: Este texto analisa a atuação das organizações que integram o Grupo Temático de Direitos Humanos da RAC (Rede Advocacy Colaborativo) nas áreas de migração e refúgio contra as tentativas de retrocesso à legislação e sobretudo aos direitos garantidos às pessoas imigrantes e refugiadas no Brasil desde os vetos impostos à Lei de Migração até a pandemia da Covid-19.

As práticas sociais têm evidenciado a importância dos processos colaborativos na construção das transformações necessárias à melhoria da qualidade de vida nos territórios e em vários tipos de intervenção social, sejam na área da assistência social, desenvolvimento socioambiental, defesa de direitos…


Antonio Gil da Costa Júnior e Carlos Eduardo de Mira Costa

Nas relações internacionais, o tema cooperação internacional para o desenvolvimento implica considerar as vertentes: a troca de experiências (informações e cooperação técnica), a financeira e a científico-tecnológica (MIRANDA, 2004). O presente artigo focará na primeira, abordando as principais características da experiência de Espanha e Itália com relação ao planejamento regional e fazendo alguns apontamentos que podem servir de aprendizado para as políticas públicas de desenvolvimento regional do Brasil.

A Experiência Espanhola

No século XX, a sociedade espanhola experimentou profundas transformações políticas, econômicas e sociais. …


Maurício Marques Brum e Murilo Basso

Resumo: O presente artigo visa analisar o enfraquecimento das relações entre Brasil e China durante a presidência de Jair Messias Bolsonaro. São investigadas as mudanças trazidas pela gestão Bolsonaro, sua postura de embate com a China, o agravamento desta com a chegada da pandemia de Covid-19 e as possíveis consequências para as relações entre os dois países. Conclui-se que o atual presidente trabalha para corroer as relações bilaterais.

Palavras-chave: Diplomacia. Política. Relações Internacionais.

Introdução

As relações diplomáticas entre Brasil e China remontam à década de 1970, quando Pequim passou a definir sua política externa com o chamado “Terceiro Mundo”. Primeiramente…


Murilo Vilarinho

Resumo: Este texto busca pensar a ameaça aos Direitos Humanos na hodierna Nicarágua do sandinista Daniel Ortega, onde a democracia tem estado em xeque e o princípio da liberdade tem sido negligenciado, constantemente, pela gestão do então Chefe de Estado.

O pensamento kantiano do século XVIII, contido em o Tratado da Paz Perpétua, foi revisitado pelo estudioso americano das relações internacionais Michael Doyle, quem, por meio do artigo “Kant, Liberal Legacies, and Foreign Affairs”, publicizado no ano de 1983, conferiu outra semântica ao entendimento do filósofo prussiano sobre Repúblicas serem evidenciadas como verdadeiras democracias. …


José Paulo Silva Ferreira

Gal Luft é doutor em estudos estratégicos pela Johns Hopkins University e é proeminente nas áreas de geopolítica, segurança energética e relações Estados Unidos — China. Anne Korin é conselheira sênior do United States Energy Security Council, e é doutoranda na Stanford University. Ambos são co-diretores do Institute for the Analysis of Global Security — IAGS (em português, Instituto para Análise da Segurança Global), um think tank sediado em Washington que fomenta o debate público sobre a segurança energética mundial (IAGS, 2021). …

Editoria Mundorama

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