Sobre aniversários que não existem

Há um ano eu estava lá, sentada naquele banco do parque, olhando para o nada e vi você chegando.
Não fazia muito o meu tipo, confesso, mas caminhamos e conversamos por horas. Quer dizer, você conversou por horas, eu talvez, algumas menos.
No fundo eu sabia que isso não ia muito longe, mas te achei boa gente e aceitei seus auto-convites nos meus programas com amigos.
Caí nessa de ir gostando aos poucos, assim como nascem os amigos, se não tivesse aquele primeiro beijo depois de um cozumel acompanhado de fritas.
Há um ano começou nossa história, cheia de inseguranças e certezas. Dessas histórias cheia de outras histórias, boas e ruins. Mas como toda história, teve um final.
E finais não se importam com aniversários.

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