Bel Pesce e o empreendedorismo de palco: porque a Menina do Vale não vale tanto assim
Izzy Nobre
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Eu já participei de diversos concursos de idéias, de Startups e coisas do tipo “o melhor vence”. Eu observava que muito curiosamente uma idéia/projeto bem mais ou menos vencia, sem motivo aparente e um tempo depois os organizadores/empresa X lançava uma idéia super fodástica muito semelhante a uma que foi submetida neste mesmo concurso. A idéia vencedora ganhava uns trocados, uma foto emoldurada e um tapinha nas costas, adivinha quem lucrava com um baú cheio de idéias e projetos que poderia até vender pra outras pessoas se quisesse???

Fiquei muito com a pulga atrás da orelha com esse BeDream, você submete sua idéia e continua sendo dona dela, mas nos Termos de Serviços:

“Ao publicar qualquer conteúdo você permanecerá sendo detentor do Direito Autoral que já possuía sobre tais conteúdos. Mas você concede a nós uma licença para usar esse conteúdo. Essa licença concedida por você é mundial, livre de royalties, sublicenciável e transferível para hospedar, armazenar, utilizar, exibir, reproduzir, modificar, adaptar, editar, publicar e distribuir tal conteúdo, onerosa ou gratuitamente, de maneira perpétua, em caráter irrevogável e irretratável”.

E nesse caso nem os trocados nem a foto emoldurada você leva, é no máximo um chat com a Grande Bel Pesce e um tapinha nas costas virtual que era irá gravar e vender como Major em Consultoria para Startups Avançada com minor em Business Plan.

Quem está metido com Startups quer viver o glamour de “poder ser o próximo Facebook”, mas maioria da galera tá igual igreja: vira ovelha do pastor que promete redimir os pecados quando na verdade só está redimindo sua conta bancária.

É o velho sonho de ganhar na Telesena, que na verdade é um mar de perdedores com umas gotinhas escasas de ganhadores.

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