Três motivos para não usarmos o termo UX Designer
Andrei Gurgel
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Muito bom Andrei. Já cai nessa discussão por diversas vezes com meus alunos. Também não acho o termo semanticamente correto, mas entendendo ele de certa forma… entendo o seu nascimento e a sua função hoje de outra maneira. No meu curso de nome “UX Strategy” sempre conversamos sobre isso pelo seguinte entendimento: eu posso me considerar um Designer de Interação se faço o trabalho de projetar interfaces interativas. Ao me chamar de UX Designer eu traria comigo, além do trabalho de um Designer de Interação, a responsabilidade de disseminar a cultura centrada no usuário, engajar as pessoas da minha organização e conectar aqueles pontos que estão fora do alcance direto do designer. Ou seja, de certa forma o UX Designer seria um Designer de Interação que assumiu algumas responsabilidades e compromissos de um UX Strategist. Ou um Arquiteto de Informação que assumiu algumas responsabilidades e compromissos de um UX Strategist. Sabemos que proporcionalmente o mercado ainda está engatinhando com relação a UX, e um profissional com função exclusiva de UX Strategist ainda é um luxo difícil de imaginar em muita parte. Por isso a responsabilidade de disseminar essa cultura acaba recaindo nos ombros de outros profissionais, normalmente aqueles com funções que se mantém mais próximas dos usuários e suas necessidades (como o Designer de Interação ou o Arquiteto de Informação). No final das contas, um UX Designer é uma transição (ou alguém situado) entre um Designer de Interação e um UX Strategist, por exemplo. Já considerei o termo UX Designer errado e equivocado por muitas vezes. Hoje não considero mais.

Abs

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