O poema do desamor

Não amar você é como pedir ao mar para secar, para o sol não brilhar e os trovões não fazerem muito ruído para não acordarem o meu coração .

Às vezes as palavras dizem pouco, dizem menos do que o silêncio.

Os silêncios são mais eloquentes.

E mesmo aprendendo o desamor , fica o desejo físico querendo saciar nossas sêdes, fomes e instintos que pulsam com a vida buscando o momento em que nos tornamos o prazer puro dos infinitos sentidos do sêr.

Como posso pedir para o tempo parar para eu resolver isto e depois do não tempo, voltar a ele reinventado e sem nada para nos oferecer senão o sacrifício do desamor imenso de um amor que nasceu para nunca florescer nas nossas estações distintas.

Sim, porque voce é a primavera e eu o outono.

Somos as impossibilidades do encontro.

Nada te peço e aos poucos aprendo a me afastar em silêncios até que com este exercício mental sobre os sentidos, vença a mente e não o coração.

Sou tão corajoso longe de você que posso esquecer tudo aquilo que vi, ouvi e senti.

Este é um poema do desamor que dedico ao verdadeiro amor que não coube dentro dos nossos corações.

Mas foi a falta de sincronicidade das estações…

Direi isso para mim mesmo e nada direi para você.

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