A pedido do tempo, foi me dado uns minutos para que este copo meio-vazio de amargura, eu pudesse tomar. Confesso que desceu. E meio-cheio, preencheu geladamente o interior desse ser que mal podia levantar, que bem podia pensar mas embolava pra falar. Trouxe comigo um pedaço de papel, que por ventura, uma morena de lábios nus, deixara sua identidade nada secreta do mundo virtual. ― “DDD + número de telefone”, me adiciona lá. Virei, e pedi a saideira. Traz-me uma caneta preta que eu pago por ela. A demora do rabisco para a tinta sair resultou pensar num ritmozinho bacana. Quando este pequeno texto tocou a mesa, por intermédio do guardanapo, preto no branco se entranhou.

“ Ele.
Que é gostar,
Que é benquerer,
Que é desejar que cada minuto juntos seja o melhor tempo, apesar de qualquer distância,
Que é sorrir em todo momento que olhar pro seu sorriso retrato,
Que não é amar, pois já supera, e muito, todas minhas definições do que é amor.
Te espero na esquina, debaixo do poste luz mercúrio.
Te espero, sem esperar nada em troca.
Se tiver troco. 
Garçom! Mais uns minutos no seu abraço, fale com ele, eu não posso recusar.”
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