Ainda sobre a saudade…

Os guerrilheiros do Khmer Vermelho, que implantaram uma ditadura radical no Cambodia entre 1975 e 1979, não viam poesia na saudade.

Para o Khmer Vermelho, que em seus 4 anos de domínio sobre o país asiático extinguiu a moeda, acabou com as cidades e tentou exterminar um terço da sua população (eles acreditavam quem 1/3 dos cambojanos eram desnecessários), chamava a saudade de “chheu satek arom” — ou “doença da memória”.

Se você sofresse da “doença da memória”, receberia um convite de Angkor — o imenso aparato estatal cambojiano, controlado pelo Khmer Vermelho — para ser “desindustrializado” em um dos campos de concentração espalhados pelo país.

Já o uso de óculos era punido com a morte.

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