A Arte é Coisa Séria.

E bem séria eu diria. Desnecessário dizer, mas é. Até depois de mortos os artistas continuam trabalhando para os seus clientes. As suas histórias continuam vivas através das famílias que apostaram na carreira desses artistas. Imagina que o seu bisavô tenha comprado um Picasso, original, e tenha deixado pro seu avô; seu avô deixou pro seu pai e o seu pai deixou pra você. Uma obra do artista hoje em dia vale milhões nas casas de leilão. Ou seja, você está milionário hoje. Né!

Se bem que hoje em dia os artistas valem mais vivos do que mortos, dizem. Quanto mais um artista trabalha, quanto mais prestígio consegue, mais enriquece seus clientes.

Outro dia Steve Wynn, colecionador e magnata milionário de Las Vegas, deu uma cotovelada, sem querer óbviamene, em uma das obras do Picasso chamada "Le Rêve", homagem à sua amante Marie-Thérèse Walter. Segundo Nick Paumgarten, colunista do The New Yorker, a imagem sofreu uma leve fissura e o quadro que Wynn venderia para seu amigo, o colecionar Steven Cohen, por s$ 139M perderia s$ 40M de seu valor de negociação.

Sim, arte é coisa séria. E são essas minúcias que dão poesia para esse mercado maluco, inconstante e extremamente complexo. Mercado esse do qual a gente ainda vai falar muito sobre por aqui.