desleixo.

Fazem alguns dias que me pego com o mesmo pensamento antes de dormir.

Quantas pessoas nós deixamos passar por nossa fica por falta de cuidado e mais adiante percebemos o quanto perdemos em não manter aquela pessoa por perto.

Os motivos da ausência, que com o tempo se torna algo irreparável, podem ser diversos. Eu particularmente nunca percebi os meus motivos a tempo, e até um tempo quando olhava para trás me arrependia muito.

O arrependimento não é algo ruim, como poderia parecer, pois ele me foi útil para que eu não cometesse os mesmos erros. Ou pelo menos tentasse.

Talvez o meu problema tenha sido de nunca criar pensamentos a longo prazo, e ao achar que aquilo era o esperado por todos, pensam que talvez uma relação não fosse dar certo por divergência de pensamentos futuros.

Olha como isso parece bobo. Quem em sã consciência deixaria de viver algo por medos futuros?

Quando eu tinha quinze anos, ou pouco menos, conheci uma garota ao qual fiz sofrer muito por essa minha aparente falta de interesse, ressalto o aparente, pois tenho uma dificuldade absurda em demonstrar quando o interesse está ali.

Mas voltando. Nós nos afastamos e voltamos diversas vezes, sempre até o tempo de eu “cansar” e deixa-la ir outra e outra vez, até que não houve mais a volta.

Pouco tempo depois, existiu uma outra, mas com ela foi diferente. Foi algo rápido, porém forte, mas bastou um desleixo meu, e ela partiu sem volta.

E foi ai, desta vez, que talvez eu tenha percebido o quando eu errava em não dizer coisas, não fazer coisas, não agir para que as pessoas a minha volta soubessem o quanto era importante, sempre com o medo de parecer bobo.

Percebi. Porém, não aprendi.

Anos depois, após muitos outros casos por ai, me peguei cometendo o mesmo erro. Deixando ir embora alguém que eu não queria que fosse, talvez por mais uma vez achar que eu não poderia ser bom o suficiente para aquela pessoa, o tanto que ela era boa para mim.

Mais uma vez, como naquele primeiro caso, ela também voltou. Porém, mais uma vez, eu deixei ela ir.

Mas dessa vez houve uma diferença, e essa diferença fez com que todo aquele arrependimento por coisas passadas fossem levados embora.

Ela me ensinou e me fez ver que tudo tem sua hora para acontecer. E que se algo deve realmente acontecer, não devemos forçar que ocorra fora de seu tempo, pois o desgaste era enorme.

Me mostrou também que devo falar sobre o que sinto, sobre o que quero, e fazer planos sem medo de parecer bobo.

Por mais que seja algo extremamente triste quando percebemos que talvez não iremos cumpri-los como o esperado, ou com quem esperávamos.

Mas é como a Robin também ensinou para o Teddy em um episódio de HIMYM. Se existe a química, nós só precisamos de uma outra coisa:

- Timing! But timing’s a bitch.